Joe Klamar/ AFP
Joe Klamar/ AFP

Viena proporciona um frente a frente nas alturas com a obra de Gustav Klimt

Esta é a homenagem que o Museu de História da Arte de Viena faz ao artista, no centenário de sua morte

Iera Herranz, EFE

13 Fevereiro 2018 | 10h46

Colocar o público frente a frente com várias obras de Gustav Klimt que, penduradas a 12 metros de altura, passam despercebidas da maioria das pessoas, esta é a homenagem que o Museu de História da Arte de Viena dedica a partir desta semana ao autor de O Beijo, no centenário do seu falecimento.

“Muitos visitantes vão ao museu e se surpreendem ao saber que temos 13 obras de Klimt no alto da escadaria”, afirmou Sabine Haag, diretora do museu.

Para trazê-las mais perto do visitante, a pinacoteca instalou uma passagem elevada que, até 12 de setembro, permite a ele se colocar literalmente frente a frente com as obras de Klimt (1861918).

As pinturas adornam os espaços entre os arcos e as colunas ao redor da escadaria principal do edifício. As imagens representadas repassam e são um exemplo claro da primeira fase de Klimt, precursoras do que foi o Jugendstil, que foi o Modernismo vienense liderado pelo pintor.

As figuras masculinas e femininas são representadas de modo realista, mas repletas de símbolos. Nessas pinturas predominam cores quentes e alguns toques de dourado, que foi depois marca característica da obra de Klimt.

O estúdio do artista, que ele montou junto seu irmão mais novo Ernst e seu companheiro de estudos Franz Match – recebeu a encomenda pouco mais de um ano depois, em 1890.

Seis meses antes da abertura do museu, inaugurado em outubro de 1891, os quadros foram colocados nas paredes. Durante mais de 120 anos passaram despercebidos de muitos visitantes e nunca precisaram ser restaurados.

“É uma das coisas que tornam essas obras muito especiais. Tantos depois e estão em perfeito estado”, disse a diretora do museu.

Já em 2012, em comemoração do 150º aniversário de nascimento do pintor, o museu montou a mesma estrutura aberta ao público durante três meses com enorme sucesso.

“Turistas do mundo inteiro vieram ao museu para ver essas obras de perto. Muitas vezes nos perguntaram quando voltaríamos a fazer a mesma exposição e aqui ela está”, disse ela.

Durante esses meses, excepcionalmente, o público também poderá visitar as salas dedicadas à arte do Antigo Egito e ver uma das obras primas de Klimt, La Nuda Veritas (1899). Uma mulher na segura um espelho na mão e enfrenta aqueles que não a entendem com seu reflexo. A pintura é acompanhada de uma citação do filósofo e dramaturgo Friedrich Schiller : Se não podes agradar a todos com sua arte, agrade alguns poucos. Agradar muitos é ruim”.

Normalmente exposta no Museu do Teatro, até setembro ela poderá ser apreciada no contexto especial da arte egípcia clássica. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

 

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