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EFE|Sebastião Moreira

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APARECIDA

Primeiro museu religioso de cera da América Latina é inaugurado em Aparecida

Nossa Senhora de Aparecida tem sua história contada através de 61 estátuas em 20 cenários de tamanho real e com a temática da Semana Santa

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EFE

24 Março 2016 | 09h24

APARECIDA (SP) - O Santuário Nacional de Aparecida abriu na terça-feira, 22, ao público seu Museu de Cera, o primeiro de temática religiosa na América Latina e com o qual espera aumentar ainda mais as peregrinações e romarias de mais de 12 milhões de católicos por ano.

Como protagonista do museu, Nossa Senhora de Aparecida tem sua história contada através de 61 estátuas em 20 cenários de tamanho real e com a temática da Semana Santa.

Todas as estátuas e seus detalhes foram produzidas em oficinas especializadas de França e Inglaterra, que são referência dos locais que imortalizam atletas, músicos, políticos e personagens famosos em figuras de cera em tamanho real.

O museu conta a história de Nossa Senhora de Aparecida e seus milagres desde que a imagem foi encontrada no Rio Paraíba do Sul, no estado de São Paulo, até a visita do papa Francisco ao santuário, em 2013.

As passagens dos milagres concedidos à padroeira do Brasil retratam uma realidade em três dimensões, como a representação da mãe de uma menina cega que é curada, e suas lágrimas de emoção foram elaboradas com detalhes minuciosos.

Cada estátua demorou aproximadamente três meses para ser terminada. Entre as mais destacadas está a da princesa Isabel, filha do imperador Dom Pedro II e que doou a coroa de ouro forjada para a imagem original de Nossa Senhora de Aparecida.

Também foram criadas estátuas dos bispos de Aparecida, dos arquitetos que projetaram a Basílica e dos papas João Paulo II e Francisco, que visitaram o santuário.

Em uma seção especial do museu se destacam os devotos famosos da padroeira, como o ex-jogador Ronaldo Fenômeno, que atribui a cura de uma de suas graves lesões no joelho à virgem, e o astronauta Marcos Pontes, entre outros.

O acervo está organizado de maneira cronológica, de 1717 até 2015, com uma sonorização especial para cada cenário, entre os quais se destaca o canto dos pássaros da região.

"É muito emocionante visitar o museu. Me entusiasmei muito com a perfeição das imagens, que são encantadoras", contou à Efe a bancária Maria Eunice dos Santos, que a cada ano visita o santuário.

De 15 de fevereiro a 21 de março, a instituição abriu de maneira experimental para grupos de convidados durante cada fim de semana.

"Nunca fui à Itália, mas penso que nós brasileiros temos o mesmo poder de reunir os cristãos em um mesmo espaço de devoção. A Basílica de Nossa Senhora é, para nós, como um pedaço do Vaticano e causa a mesma emoção", disse a aposentada María Auxiliadora Fogaça.

O complexo religioso, formado pela basílica, o santuário, um centro de eventos, um museu de arte sacra e agora o de cera, recebe mais visitantes em outubro, mês em que é celebrada a festa da padroeira. Além disso, outra atração turística do lugar é o teleférico que liga o complexo religioso à antiga e centenária paróquia de Aparecida.

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