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Oito são processados por colar máscara de Tutancâmon no Egito

Funcionários do Museu Egípcio são acusados de negligência

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25 Janeiro 2016 | 13h22

Oito diretores e funcionários do Museu Egípcio, acusados de restaurar com cola a máscara mortuária de Tutancâmon, de 3,3 mil anos de idade, enfrentam sanções administrativas, afirmou a promotoria do Cairo neste domingo.

O ex-diretor do Museu, o diretor de Serviço de Restauração, quatro diretores e dois funcionários deste departamento foram "convocados por um julgamento de urgência para comparecer ante um tribunal disciplinar", explicou Mohamed Samir, porta-voz da promotoria.

Os funcionários "trataram uma peça de mais de 3 mil anos de idade com um desleixo extremo, ocasionando danos que ainda são visíveis", comentou Samir.

No comunicado, a promotoria detalha que eles enfrentam denúncias por "negligência grave" e "violação flagrante dos processos científicos e profissionais de restauração".

Em agosto de 2014, durante a realização de obras de iluminação do Museu Egípcio, a máscara de ouro maciço sofreu um golpe e sua barba se desprendeu. Os funcionários utilizaram cola epóxi para remendar a peça, o que deixou uma marca na borda da simbólica barba do menino faraó.

Imediatamente após o incidente, os oito suspeitos foram transferidos para outro departamento para que fosse iniciada a investigação.

Em 16 de dezembro, a famosa máscara voltou a ser exposta, depois de dois meses de restauração por uma equipe alemã encarregada de aquecer a cola para dissolvê-la, mas sem danificar o metal.

Descoberta em 1922 pelo arqueólogo britânico Howard Carter no Vale dos Reis, em Luxor, o tesouro de Tutancâmon é um dos mais prestigiados da coleção do Museu Egípcio.

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