No palco, a humanidade está sem norte

Peça inédita do norueguês Arne Lygre questiona o poder atribuído ao dinheiro

Livia Deodato, O Estadao de S.Paulo

27 Outubro 2007 | 00h00

Peter, um afortunado empresário, decide investir seu dinheiro na construção de uma cidade. O poder que o dinheiro atribui ao empreendedor, função idealizada e admirada pela sociedade contemporânea, e a conseqüente anulação da existência dos demais seres humanos que ali convivem são apenas algumas das questões incitadas pela peça inédita no País, O Homem sem Rumo, do norueguês Arne Lygre, com a companhia Club Noir, fundada pela atriz Juliana Galdino e pelo diretor e dramaturgo Roberto Alvim. ''''O título, na verdade, não se refere a nenhum personagem específico. Diz respeito à humanidade como um todo, que têm por base valores muito insignificantes'''', diz Alvim, diretor do espetáculo. Além de Juliana Galdino, estão no elenco os atores Marat Descartes (prêmio Shell 2006 como melhor ator), Lavínia Pannunzio, Gê Viana e Lígia Yamaguti. Um cenário que espelha devastação ajuda a ilustrar um enigma que deve ser desvendado, ao longo da peça, pelo público. ''''Uma revelação de questões centrais da vida no século 21'''', instiga o diretor.

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