Morre, aos 92 anos, o artista plástico pernambucano Darel Valença Lins

Morre, aos 92 anos, o artista plástico pernambucano Darel Valença Lins

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor, ele foi tema do documentário 'Mais Do Que Eu Possa Me Reconhecer', de Allan Ribeiro

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2017 | 22h15

O artista plástico pernambucano Darel Valença Lins morreu nesta quinta, 7, aos 92 anos, no Rio. Ele estava prestes a completar 93, no sábado, 9. A causa da morte não foi informada.

Nascido em Palmares, era gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor. Estudou na antiga Escola de Belas Artes do Recife (hoje Universidade Federal de Pernambuco), na década de 40, e se mudou para o Rio em 1946.

Trabalhou como ilustrador em publicações como Diário de Notícias e Revista Manchete, e também em diversos livros, como  Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida, São Bernardo, de Graciliano Ramos, entre outros títulos.

Graças ao prêmio que ganhou no Salão Nacional de Arte Moderna do Rio, em 1957, viajou para a Itália, onde ficou por três anos. Entre os anos 1950 e 1960, lecionou no MASP, na Faap, na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio. Entre 1968 e 1969, fez painéis como os do Palácio dos Arcos, sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. 

Darel foi tema do documentário Mais Do Que Eu Possa Me Reconhecer, de Allan Ribeiro, lançado em 2015. Filmado no apartamento do artista, no Rio, o filme acompanha sua rotina. Foi considerado o melhor filme da Mostra Aurora pelo Júri da Crítica da 18.ª Mostra de Cinema de Tiradentes. 

Sua última exposição, Darel, Por Trás da Aparência, foi realizada na Caixa Cultural São Paulo, em 2014. 

 

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