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MoMA recebe a maior doação de arte latino-americana

Museu norte-americano recebe 102 obras de artistas como Rafael Soto, Oiticica e Lygia Clark da coleção privada de Patricia Cisneros

O Estado de S. Paulo

17 Outubro 2016 | 16h35

O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA)  acaba de  receber uma doação da Colección Patricia Phelps de Cisneros, que vai acrescentar ao acervo da instituição mais de uma centena de obras de arte moderna de renomados artistas da América Latina. O MoMA, além da coleção, vai instalar em sua sede o Instituto de Pesquisa Patricia Phelps de Cisneros para o Estudo da Arte da América Latina (Instituto Cisneros), dedicado a estutos sobre arte moderna e contemporânea da América Latina. Hoje, a coleção do museu inclui mais de 5 mil obras de artistas da América Latina.

A doação inclui 102 quadros, esculturas e obras sobre papel realizadas entre os anos de 1940 e 1990 por 37 artistas trabalhando no Brasil, na Venezuela e na Região do Rio da Prata da Argentina e do Uruguai, incluindo Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Jesús Rafael Soto, Alejandro Otero e Tomás Maldonado, entre outros. Essas obras juntam-se a outras quarenta que foram doadas por Patricia e Gustavo Cisneros ao longo dos últimos 16 anos. Patricia Cisneros faz parte do Conselho Diretivo do MoMA há varias décadas e participa de várias comissões de aquisição e gestão, incluindo o Fundo Latino-americano e Caribenho, do qual ela é presidente e fundadora.

O Instituto Cisneros vai oferecer oportunidades de pesquisa de curadoria e viagens, receber estudiosos e artistas, convocar uma conferência internacional anual e produzir publicações de pesquisas sobre arte na América Latina. O tamanho da doação não tem precedentes na história da arte latino-americana, alinhado ao interesse de longa data do museu nos artistas da região.

“Estamos profundamente agradecidos à Patty Cisneros, cuja enorme e antiga dedicação às artes e aos artistas da América Latina continua a transformar e expandir a nossa compreensão e apreciação do importante e significativo papel desempenhado por essa região na história da arte moderna e contemporânea”, disse Glenn D. Lowry, diretor do Museu de Arte Moderna. “O MoMA tem sido um defensor do relevante papel da arte latino-americana dentro do contexto histórico da arte moderna desde 1931, quando se tornou o primeiro museu fora da América Latina a colecionar obras de artistas dessa região. A criação do Instituto Cisneros e a integração de obras tão importantes da América Latina com a nossa coleção e instalações culminam em um processo maior de incorporação da arte latino-americana com a narrativa do modernismo”.

“Esta doação e o estabelecimento de um instituto de pesquisa dedicado representam um grande marco para o nosso objetivo de oferecer um contexto mais amplo para a história da arte da América Latina, solidamente arraigado e integrado num museu cujas coleções inigualáveis irão permitir uma compreensão rica e diversa do lugar da América Latina na história da arte moderna e contemporânea”, disse Patricia Phelps de Cisneros. “Sob a liderança de Glenn Lowry, o MoMA está honrando o seu comprometimento histórico com a América Latina e estamos muito felizes de poder contribuir nesse processo e garantir a sua presença no museu por muito tempo”.

 

As 142 obras cobrem três grandes constelações geográficas e temporais de artistas que trabalham com o legado da abstração construtiva e não-objetiva desde a metade do século 20. Dos 37 artistas representados nessa doação mais recente, 21 estão integrando a coleção do MoMA pela primeira vez. O Museu vai organizar e apresentar uma mostra de obras modernas a partir da doação dos Cisneros durante os próximos anos e também publicará um catálogo acadêmico.

 

 

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