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Todd Heisler|The New York Times

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Metropolitan de Nova York está de mudança para um novo edifício

A nova galeria também contará com um espaço para os artistas que o MET Breuer acolher em residência

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Redação,
EFE

16 Março 2016 | 14h40

As obras de arte moderna e contemporânea do The Metropolitan Museum (MET), em Nova York, saem do lugar onde sempre estiveram, na Quinta Avenida, para ficar, a partir desta semana, no edifício Breuer, da Avenida Madison.

A ideia do novo espaço projetado por Marcel Breuer na década de 60 é dar um respiro ao edifício principal ao leste de Central Park e receber, além das coleções de arte dos séculos XX e XXI, novas exposições, programas e iniciativas.

"Como reinventar um museu que tem 145 anos de história em um novo museu?", disse, diante de jornalistas, o presidente do MET, Daniel H. Weiss, referindo-se ao novo prédio, que será aberto na próxima sexta-feira.

Para estrear o espaço, o Breuer começará com a exposição Unfinished: Thoughts Left Visible (Inacabados: Pensamentos Deixados Visíveis), que reúne 197 obras, do Renascimento aos dias atuais, a propósito da eterna pergunta do artista sobre quando uma obra está realmente finalizada.

A mostra reúne clássicos como Ticiano Vecellio, Rembrandt Harmens van Rijn e Paul Cézanne, mas também artistas mais próximos à atualidade, como Lygia Clark, Jackson Pollock e Robert Rauschenberg.

"Unfinished é a pedra fundamental do programa de abertura do Breuer e a filosofia que há por trás", disse o executivo-chefe do MET, Thomas P. Campbell.

O MET Breuer também inaugura uma retrospectiva sobre um dos artistas emergentes da Índia posterior à independência, Nasreen Mohamedi, cuja obra passeia entre o modernismo e o abstrato, uma raridade na arte asiática. A mostra repassa desde seus primeiros trabalhos (1937-1990) até os últimos, nos anos 80, todos períodos marcados pela sutileza visual e pela complexidade conceitual.

O responsável do departamento de arte moderna e contemporânea do MET, Leonard A. Lauder, ressaltou que "um dos objetivos do Breuer é apresentar de forma mais cuidadosa e detalhada a os diferentes significados de arte moderna nas distintas geografias".

A nova galeria também contará com um espaço para os artistas que o MET Breuer acolher em residência. O primeiro a participar será o pianista e compositor nova-iorquino Vijay Iyer.

O custo anual do Breuer, que antes abrigava o Whitney Museum of American Art, será de US$ 18,8 milhões, aos quais é preciso somar US$ 16,6 milhões já desembolsados para melhorias no edifício e os custos com comunicação. Nesses últimos valores, não publicados, estariam também o montante para renovação da imagem e do logotipo do MET, algo controverso para os puristas porque elimina a "M" desenhado em 1971 como um diagrama do Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, e é substituído por um mais contemporâneo "THE MET", que, pela primeira vez, ressalta o artigo "The".

Além disso, o compositor John Luther Adams recebeu a encomenda de fazer uma peça musical que dure exatamente nove minutos e nove segundos, o tempo calculado que uma pessoa leva, em média, caminhando entre a sede central do MET e o novo Breuer.

A administração do MET espera que a nova galeria na Madison traga mais lucro do que o proporcionado quando era parte do Whitney, onde registrava 350 mil visitas anuais (embora abrisse cinco e não seis dias por semana, como será agora).

Outra mudança na qual está trabalhando o MET é a ampliação de sua sede principal com uma nova ala que poderá ser concluída no próximo ano e que tem um orçamento de US$ 600 milhões.

Renovar é preciso, contudo o esforço econômico dessa reinvenção do MET prevê gerar neste ano um déficit de US$ 8 milhões ao museu, conforme reconheceu ao The New York Times o diretor da instituição, Dan Brodsky.

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