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Instituto Italiano anuncia atrações de 2016 em São Paulo

O fotógrafo Pino Ninfa e uma exposição sobre op art estão na programação do Ano da Itália na América Latina

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Antonio Gonçalves Filho,
O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2016 | 03h00

Mundialmente conhecido por suas imagens de músicos de jazz, o fotógrafo italiano Pino Ninfa é uma das atrações programadas para a temporada de exposições de 2016 organizada pelo Instituto Italiano di Cultura para comemorar o ano da Itália na América Latina, que começou no dia 3 com a abertura, no MAC, da primeira exposição do futurista Fortunato Depero no Brasil. O anúncio foi feito com exclusividade para o Caderno 2 pelo diretor da instituição, Renato Poma, que revelou ainda outras mostras programadas para este ano São Paulo, em vários campos de atividade, da pintura à fotografia, passando pela moda, a literatura e a filosofia.

Já em maio, uma grande mostra sobre arte cinética italiana vai ocupar o Instituto Tomie Ohtake, Occhio Mobile, que reúne 51 pinturas, collages, vídeos e objetos realizados por artistas desse movimento, de Bruno Munari, precursor das investigações sobre a op art, até artistas históricos que colaboraram para o seu desenvolvimento, como Giovanni Anceschi, Antonio Barrese, Davide Boriani e Gianni Colombo.

A arte cinética encontrou um campo fértil para crescer nos anos 1950, especialmente na França, impulsionada pela marchande Denise Renée (1913-2012), que ajudou a consagrar a arte de Calder, Soto, Cruz-Diez e outros. Na Itália, ela frutificou e, além dos nomes citados, destacou-se Getulio Alviani, que participou há 50 anos da histórica exposição The Responsive Eye realizada pelo MoMA de Nova York. Autor de um livro de referência sobre Albers, ele é também um conceituado designer.

Na mesma mostra Occhio Mobile estarão expostos vestidos do sóbrio estilista Fausto Sarli (1927-2010), que estreou justamente nos anos 1950, ao apresentar sua primeira coleção no Palazzo Pitti, Veneza, em 1954. O napolitano Sarli vestiu Elizabeth Taylor e Carla Bruni, entre outras estrelas.

Antes dessa mostra, em maio, o Instituto Italiano di Cultura inaugura, em abril, no Centro Cultural São Paulo, uma exposição do fotógrafo Valerio Bispuri, conhecido por suas imagens fortes de proscritos. Ele já esteve am algumas da mais perigosas penitenciárias da América do Sul – entre elas a de Mendoza, na Argentina, e a de Lurigancho, no Peru. Recentemente lançou um livro com prefácio de Roberto Saviano (autor de Gomorra) sobre essas prisões, onde foi ameaçado (com faca e sangue infectado).

A exemplo de Bispuri, o fotógrafo Pino Ninfa, que esteve recentemente na Amazônia, também assinou séries marcadas pelo social, como as que realizou no Haiti e no Nepal. No entanto, seu trabalho mais conhecido é mesmo com músicos de jazz. Ele vem para a sua mostra, que abre em junho, no Centro Cultural São Paulo, e faz uma palestra, acompanhado por dois instrumentistas.

No mesmo lugar, em julho, será a vez dos quadrinhos. O historiador e curador Maurizio Sandiero, também responsável pela mostra de Depero, vai falar sobre o panorama atual dos comics, os ‘fumetti’, na Itália. Trabalhos originais de Hugo Pratt, Milo Manara e Guido Crepax integram a exposição.

No segundo semestre, uma mostra do pintor romano Giorgio Galli virá a São Paulo – o local ainda não foi definido. Galli é um dos fundadores do grupo Neoastrazione Romana (Nova Abstração Romana), criado há 20 anos. É um pintor discreto, cujo trabalho tende ao monocromático e trata de questões como ética e representação social. Em outubro, no mês da língua italiana, a obra do romancista Giorgio Bassani (O Jardim dos Finzi Contini) será analisa por especialistas. Enfim, um ano para a alta cultura italiana.

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