Benoit Tessier/Reuters
Benoit Tessier/Reuters

Exposição em Paris revê obra de Paul Gauguin

Mostra faz retrospectiva de pinturas, desenhos, cerâmicas e obras do artista francês

EFE

16 Outubro 2017 | 06h00

PARIS - Quadros, cerâmicas e esculturas do artista francês Paul Gauguin estão em exposição no Grand Palais de Paris, obras nas quais o famoso pintor captou seu fascínio pelos laços entre o homem e a terra durante sua estada na Polinésia Francesa.

O artista pós-impressionista reflete na exposição Gauguin, o Alquimista a busca constante por sua natureza primária, em mais de 230 obras expostas até 22 de janeiro de 2018.

Embora Gauguin (1848-1903) seja mais conhecido por suas pinturas, a mostra traz uma visão multifacetada do artista, que viveu os seus últimos anos na idílica Polinésia Francesa, antípoda da Europa.

Entre os trabalhos, o busto Tête Tahitienne – representação idealizada de sua companheira – e a escultura em madeira La Maison de Jouir – reprodução de seu ateliê na Polinésia – convivem com gravuras, desenhos e pinturas sugestivas, como Dans les Vagues. Por esse motivo, críticos de arte como Gabriel Albert Aurier (1865-1892) o consideraram, acima de tudo, um mestre das artes decorativas. Gauguin, o Alquimista, iniciativa nascida da colaboração entre o Musée d’Orsay em Paris e o Instituto de Arte de Chicago, é uma viagem pelo processo criativo do artista e questiona as interpretações feitas até agora sobre sua obra. 

A busca por evasão e liberdade ganha espaço, em detrimento da tradição, mal percebida no início da carreira de Gauguin como pintor. As naturezas-mortas, fruto da influência dos impressionistas Degas e Pisarro, são recorrentes nessa fase do artista, bem como as cenas da vida cotidiana na Bretanha (noroeste da França), onde ele entra em contato com outros pintores do movimento.

Entediado com o impressionismo europeu, Paul Gauguin desencadeia um estilo figurativo, dando origem a obras carregadas de simbolismo, com traços que, em vez de descrever, apenas “sugerem”.

As viagens ao Taiti e a mudança para as Ilhas Marquesas, na Polinésia Francesa, sem dúvida marcam a carreira artística de Gauguin que, atraído pela liberdade do lugar, transformará seu trabalho em um paraíso, longe da realidade que ele enfrentava: a saúde frágil e as dores que o farão recorrer à morfina.

Gauguin inspirou muitos artistas importantes, como Picasso, Van Gogh, Matisse e André Derain. / Tradução de Renato Prelorentzou 

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