Em cena

Hey O arquiteto polonês Daniel Libeskind, vencedor da concorrência para a construção do prédio que substituirá as torres gêmeas do World Trade Center, chega ao País. Vai falar no 7.º Fórum Internacional de Arquitetura e Construção em 24 de março, no Transamérica Expo Center. Choque no Rosa "A Pink Elephant pode realmente fechar." É o que diz a Secretaria de Controle Urbano, criada no começo do ano por Gilberto Kassab para fiscalizar todo tipo de irregularidade na cidade. O secretário Orlando Almeida esteve no clube na semana passada e recomendou aos sócios que não abrissem a casa, pois do contrário seria lacrada pela Prefeitura. O motivo do lacramento seria a falta de alvará, mas embora a assessoria da Pink declare que a casa está de acordo com as normas legais - com pedido feito, esperando parecer, dentro do prazo da Prefeitura -, a Secretaria de Almeida afirma que o alvará não será expedido, pois no local onde está instalado o clube há um mezanino irregular, construído anteriormente, e que aumenta a área do imóvel, no Edifício Dacon. Segundo a secretaria, para ter o alvará só... demolindo o mezanino. A assessoria da Pink informa que o clube funciona esta semana. Os 134 anos do Jockey serão comemorados com o Gran Premio Asociación Latinoamericana de Jockey Clubes - há 19 anos engavetado em São Paulo por... falta de dinheiro. Os tempos são bicudos, mas o prêmio será de US$ 250 mil - um valor altíssimo comparado aos cerca de R$ 4 mil pagos em corridas normais. Isso causa revolta à ala turfista. E pelas cocheiras os comentários são de que o prêmio é autopromoção do presidente, Márcio Toledo, possível candidato a cargo público na próxima eleição. "Pagamos no Brasil 6% das apostas, nos EUA pagam 3%. O problema é que as pessoas não apostam", justifica-se Toledo. Mesmo assim, ele espera faturar R$ 2,5 milhão dia 14. Sobre o estudo de desapropriação do Jockey pela Prefeitura? "Não há possibilidade. Para fazer um parque? O Jockey já é aberto ao público", diz Toledo, que faz a contas: "Para desapropriar, a Prefeitura teria que dar 80% do valor do terreno." Que são R$ 3 bi por seus 600 m. Mais uma prova de que a bistronomia é o grande lance da gastronomia este ano. Outro chef sai de um grand restô para abrir seu bistronímico: mais cozy, menor. É Renato Caroni, que ficou pop por glamourizar receitas com ovos - com trufas, mollet e cogumelos -, saiu do Cantaloup e abre o Così. Italianíssimo como ele. E com ovos no menu. Madame Minelli no Brasil A vida de Liza Minnelli tem montes de highs: quatro maridos - e hoje em dia já é difícil achar um! -, filmes, musicais, um Oscar, dois Tonys e um Emmy, que estão como se nada fossem sobre o piano de sua casa, em Manhattan. Mas, apesar do que há de bom, obviamente a mídia sempre preferiu se concentrar nos lows, no côté Valley of The Dolls de Liza: o envolvimento com drogas, o alcoolismo, as cirurgias nos quadris e joelhos e a encefalite, que ameaçou sua fala. Mas quer saber? Ela esta incriíiiiiiiiivel: bem, chic, magra - e não está bebendo. Trata do assunto como uma "disciplina como outra qualquer que temos que ter para para cuidar bem de nós". De NY, Liza Minelli, que fará um tour pelo Brasil - com show dia 19 em São Paulo no Via Funchal -, falou do Jubilee Time Productions, seu escritório, ao Estado: Então o que vai cantar nos shows? Todas as músicas que as pessoas adoram, de originais a clássicos, como What Makes a Man, de Charles Aznavour. Amo ele. Fui ouvi-lo quando tinha 16 anos e obviamente ele cantava em francês. Então reparei mais nele do que no som e vi que Charles ofega por causa da intensidade com que apresenta seus atos. Fiquei louca. Então um dia ele veio me ver. Depois do show mandou flores e um cartão como fã. Foi aí que me ensinou a estar no palco, a tratar cada música como se fosse um ato; a pensar no personagem, no que aconteceu a ele e a transformar cada música em um pequeno filme. O show é inspirado em minha madrinha, Kay Thompson, que era mais conhecida pelos livros de Eloise, a menina que como eu cresceu no Plaza. E foi a melhor arranjadora vocal dos anos 40, além de ícone gay por uma participação como editora em Funny Face. Uma das músicas que você canta é I Would Never Leave You. A letra diz: "Eu nunca fui embora." Achou que houvessem mesmo deixado você sozinha? A cada respiração, sou mais forte por mim mesma. A fumaça sumiu. E quem está aí? É declaradamente uma ode aos fãs que nunca perderam a admiração por conta de escândalos. Considerando que foram várias nuvens negras... Me diga como fazia para sair de cada depressão? Meus pais costumavam dizer. ?Se você tem más impressões, más memórias de algo, mude-as.? Sou uma atriz. Quando começo a entrar em pânico me obrigo a parar e me perguntar: ?O que você acha de fato dessa situação?? A pior, com certeza, foi em 2000, quando tive o vírus no cérebro. Quase morri. Me disseram que nunca mais leria, me mexeria, falaria. Mas decidi não acreditar em nada. Eu sempre tive que ensaiar meus números, então reaprendi a viver. Reaprendi tudo de novo, até a andar. Ron Lowis, que me dirige e coreografa desde os anos 70, é uma força. Naquela época conversava comigo enquanto estava na cama e dizia que havia muitas pessoas em pior situação do que eu. Isso me dava força e deixava grata só por estar viva. E sua vida é no mínimo interessante. Houve tantos homens... Hoje há algum? Sabe aquele ditado "E viveram felizes para sempre..."? Ninguém conta o que aconteceu depois. Nunca mais vou me casar. Nem morta, pelo amor de Deus, imagine viver esta encheção. No começo, eles acham graça, mas viver com uma mulher mais forte os torna uns chatos. E a vida vira um inferno. E há tantos trastes por aí. Então melhor validar aquele seu ditado em The Oh in Ohio "Claim your Clitoris, Value Your Vulva". Isso é besteira. Mesmo para mim, já que acreditam por aí que é mais apropriado a uma mulher da minha idade (62) estar acompanhada. É tendência do mercado editorial: publishers dum lado, autores comuns do outro e um livro na mão. Tudo feito pela internet. É o business de Ana Fialho na Editorama, que lança o livro Jus Sanguinis do funder Marcus Elias. Super Bret Easton Ellis. Pedro Miranda, do Fundo Itacaré Capital Investment, vai investir US$ 8,2 milhões num complexo de vilas em Duas Barras, a 60 km de Maceió. Para o projeto está cotado o curador de arquitetura do MoMA de NY. Isaac Karabtchevsky foi contemplado com a regência de óperas da Osesp em 2009. O conselho vipérrimo da orquestra ou tem memória curta, ou não frequentava o Municipal ou não lia críticas. Nos 8 anos de Karabtchevsky como titular da Sinfônica Municipal, ele pouco ficou na cidade, a orquestra decaiu gradualmente, só readquirindo qualidade bom tempo após a mudança na direção artística. Ninguém é insubstituível mas, sem cuidado nas escolhas, desmorona não só a Osesp, mas todo o complexo da Sala São Paulo... Marina Dias no set de filmagens falando de moda. A modelo é a cereja do Fashion Splash, programa sobre tendências preparado por Daniel Conti para ir ao ar em maio na Fashion TV para explicar todos os porquês dos porquês de algo ser moda. Será top do top por duas razões: pesquisa profundamente séria de Bronie Lozneanu. E direção da super Bia Guedes, da Selva Filmes. Com produção executiva de Chico Lowndes e roteiro de André Pinho. A Ogilvy colocou ponto final numa campanha de alerta para a epidemia gritante de rotavírus - causador de gastroentereocolites, até fatais. O Brasil tem a vacina desde 06 e a Central de Vigilância Epidemiológica registra 88% de redução dos casos. Há que tomar vacina. O estilista Ocimar Versolato strikes back. Na área cosmética. O empresário Marcelo Terra, da DNA Cosmetics, vai injetar R$ 6 milhões em 3 anos num business de 80 produtos de make-up e uma linha de 16 cheiros desenvolvidos por Alberto Morillas - que faz Kenzo e CK - do Lab Firmenich. A previsão é abertura de 20 lojas em São Paulo - franquias que custam R$ 160 mil. Paulo Leal, ex-sócio da Dream Factory, entra para o triângulo formado pela Mondo Entretenimento, a Evenpro e o Grupo B. Em meio à crise, Alvaro Beck expande a produtora porto-alegrense Farofa. Com uma empresa de pós-produção especializada em finalização 4k. Depois de dois meses em St. Petersburgo, onde rodou como diretor de arte o longa Happy End - sobre um pênis que cria vida própria - Vitor Amati chega ao Brasil como diretor de cena da...Delicatessen de Mário Peixoto. O estúdio YogaFlow está importando do Chile o mestre Javier Sunder, terapeuta-professor pelo Mestre Chongkol, para curso de Thai Massage. A técnica milenar tem tudo a ver com ioga, já que dá ênfase aos alongamentos profundos e controlados...

, O Estadao de S.Paulo

05 Março 2009 | 00h00

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