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Em carta aberta, artistas repudiam apoio de Israel à Bienal de São Paulo

Celso Filho - O Estado de S. Paulo

29 Agosto 2014 | 11h 16

Mais de 50 nomes assinam o documento, pedindo que Fundação recuse verba do governo israelense

Às vésperas da inauguração da 31ª Bienal de São Paulo, um grupo de 55 artistas de diferentes países publicou uma carta aberta à Fundação da Bienal, pedindo que a instituição recuse o apoio financeiro de Israel ao evento. A carta foi postada na página oficial no Facebook do artista plástico, escritor e arquiteto libanês Tony Chakar.

De acordo com Chakar, mais artistas devem aderir ao protesto. "Ao aceitar esse financiamento, o nosso trabalho artístico exibido na exposição é prejudicado e, implicitamente, usado para legitimar agressões e violação do direito internacional e dos direitos humanos em curso em Israel", explica a carta.

Todos os artistas que assinaram a carta terão trabalhos expostos na Bienal, que abre oficialmente para o público no dia 6 de setembro.

Confira a íntegra da carta:

Carta aberta à Fundação Bienal de São Paulo,

Nós, os artistas abaixo assinados participantes da 31 Bienal fomos confrontados, às vésperas da abertura da exposição, com o fato de que a Fundação Bienal de São Paulo aceitou dinheiro do Estado de Israel e o logo do Consulado de Israel aparece no pavilhão da Bienal, em suas publicações e em seu website.

 

Numa época em que o povo de Gaza volta para os escombros de suas casas, destruídas pelo exército israelense, não sentimos que seja aceitável receber patrocínio cultural israelense. Ao aceitar esse financiamento, o nosso trabalho artístico exibido na exposição é prejudicado e, implicitamente, usado para legitimar agressões e violação do direito internacional e dos direitos humanos em curso em Israel. Rejeitamos a tentativa de Israel de se normalizar dentro do contexto de um grande evento cultural internacional no Brasil.

Com essa declaração, nós apelamos à Fundação Bienal de São Paulo para recusar esse financiamento e agir sobre esse assunto antes da abertura da exposição.

1. Agnieszka Piksa

2. Alejandra Riera

3. Ana Lira

4. Andreas Maria Fohr

5. Asier Mendizabal

6. Coletivo Chto Delat: Dmitry Vilensky, Tsaplya Olga Egrova e Nikolay Oleynikov

7. Danica Dakic

8. Débora Maria da Silva (Movimento Mães de Maio)

9. Erick Beltran

10. Etcétera…, Federico Zukerfeld e Loreto Garin Guzman

11. Farid Rakun

12. Francisco Casas e Pedro Lemebel (Yeguas del Apocalipsis)

13. Gabriel Mascaro

14. Graziela Kunsch

15. Grupo Contrafilé

16. Gulsun Karamustafa

17. Halil Altindere

18. Heidi Abderhalden

19. Imogen Stidworthy

20. Ines Doujak

21. Jakob Jakobsen

22. John Barker

23. Jonas Staal

24. Lia Perjovschi e Dan Perjovschi

25. Liesbeth Bik e Jos van der Pol

26. Lilian L’Abbate Kelian

27. Loreto Garin

28. Luis Ernesto Díaz

29. Mapa Teatro - Laboratório de Artistas

30. María Berríos

31. Maria Galindo & Esther Argollo (Mujeres Creando)

32. Mark Lewis

33. Marta Neves

34. Michael Kessus Gedalyovich

35. Miguel A. López

36. Nilbar Güres

37. Otobong Nkanga

38. Pedro G. Romero (Archivo F.X.)

39. Prabhakar Pachpute

40. Rolf Abderhalden

41. Romy Pocztaruk

42. Ruanne Abou-Rahme Basel Abbas

43. Sandi Hilal e Alessandro Petti

44. Santiago Sepúlveda

45. Sergio Zevallos

46. Sheela Gowda

47. Tamar Guimarães e Kasper Akhøj

48. Thiago Martins de Melo

49. Tiago Borges

50. Tony Chakar

51. Voluspa Jarpa

52. Walid Raad

53. Ximena Vargas

54. Yael Bartana

55. Yonamine