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Edward Leffingwell morre aos 72 anos nos Estados Unidos

Antonio Gonçalves Filho - O Estado de S. Paulo

20 Agosto 2014 | 16h 50

Crítico e curador foi vítima das consequências do mal de Parkinson

Arquivo Estadão
Edward Leffingwell (direita) ao lado de Eduardo Longo (esquerda)

Crítico e curador reconhecido como um dos grandes promotores da arte contemporânea brasileira nos EUA, Edward Leffingwell morreu, aos 72 anos, em Flushing, Queens, vítima das consequências do mal de Parkinson. A morte de Leffingwell, no dia 5, foi anunciada por seu irmão Thomas Lefingwell. Nascido em 3 de dezembro de 1941, filho de um físico, desde adolescente Leffingwell  mostrou interesse pelo universo artístico, enquanto vivia em Toungstown. Em 1960, já instalado em Nova York, tornou-se amigo do artista brasileiro Hélio Oiticica, um dos grandes nome do neoconcretismo, e de vários integrantes da Factory de Andy Warhol.

Sua carreira como curador começou há 30 anos, quando assumiu a direção do P.S.. 1, espaço destinado à arte experimental, posteriormente incoporado ao Museu de Arte Moderna de Nova York (agora MoMA/P.S.1). Um dos artistas promovidos por Leffingwell na época foi o escultor minimalista John McCracken. Ele também lançou o polêmico artista texano Michael Tracy, pioneiro do neoexpressionismo.

Em 1988, o curador assumiu a direção da Los Angeles Municipal Art Gallery, promovendo artistas como George Herms e expondo latinos, muitos deles brasileiros, além de assinar a curadoria de salas especiais na Bienal de São Paulo, da qual virou uma espécie de embaixador. Um dos artistas revelados por ele é o cineasta underground Jack Smith (1932-1989), precursor do cinema camp e ator em filmes de Warhol.