É primavera, tempo de reviver Tim Maia

Orquestra Imperial toma a frente na homenagem ao músico morto em 98

Livia Deodato, O Estadao de S.Paulo

31 Outubro 2007 | 00h00

Hoje não é o dia de Santo Reis, mas a festa vai rolar solta. Quer que te dê motivo? Em única apresentação hoje, a Orquestra Imperial comanda um show que promete sacudir o Tom Brasil em homenagem ao saudoso e tão encrenqueiro quanto inesquecível Tim Maia. Aquele abraço para quem perder... Sob curadoria e direção musical do jornalista Nelson Motta, que no próximo dia 14 lança uma biografia sobre o músico (que faria 65 anos em setembro, morto em 1998), o show vai contar ainda com a participação de Marcelo Camelo, Mariana Aydar, a banda feminina Chicas e Toni Garrido. ''''Queria fazer algo bem diferente do que ele costumava fazer, mesmo porque fazer algo igual ou melhor que o Tim seria impossível. Por isso convidei a nova moçada que está fazendo música brasileira de qualidade, para dar uma renovada às músicas do Tim que são sensacionais'''', diz Motta. O show integra a 2.ª edição do projeto Accenture Performances - em agosto do ano passado, o artista homenageado foi Marcos Valle, que teve como companhia Ed Motta, João Donato, Roberta Sá, Celso Fonseca e DJ Marcelinho da Lua, todos também escolhidos de forma criteriosa por Nelson Motta. No Rio, o mesmo show, só que com a participação de Rogério Flausino no lugar de Garrido, teve de ser adiado. Previsto inicialmente para ocorrer na quarta-feira passada no Vivo Rio, a homenagem teve de ser transferida para o dia 21 de novembro por causa do caos causado pelas fortes chuvas que castigaram a cidade na semana passada. Na homenagem ao turbulento músico, considerado o pai do soul brasileiro, estarão presentes no repertório Que Beleza e Nuvens, interpretada pela Orquestra Imperial, Azul da Cor do Mar, por Marcelo Camelo, Não Vou Ficar, com as Chicas, Coroné Antônio Bento, entoada por Mariana Aydar, e Cristina, na voz de Toni Garrido, entre tantas belas canções. Agora, se quiser saber mais detalhes sobre a passagem do músico pelos Estados Unidos entre 1959 e 1964, que teve fim com sua deportação por ter sido pego fumando maconha num carro roubado, ou sobre suas recorrentes crises de solidão, aguarde o breve lançamento da biografia escrita por Motta, Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia (Objetiva). Serviço Tim Maia Imperial De Luxe. Tom Brasil-Nações Unidas. Rua Bragança Paulista, 1.281, Santo Amaro, 2163-2000. Hoje, 21h30. R$ 40 a R$ 100

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