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Casal acusado de ocultar 271 obras de Picasso vai a novo julgamento na França

Os dois podem ter que passar até cinco anos na prisão e pagar uma multa de 375 mil euros

Jean-François Rosnoblet, Reuters

31 Outubro 2016 | 12h58

AIX-EN-PROVENCE, França - O processo contra o casal Le Guennec, suspeito de ter escondido 271 obras de Pablo Picasso guardadas em uma estante no fundo de sua garagem durante quase 40 anos, começou nesta segunda-feira, 31, no tribunal de apelações de Aix-en-Provence, no sudeste da França.

Em 2015, um tribunal os condenou em primeira instância a dois anos de condicional e ordenou a restituição das obras a Claude Picasso, filho do pintor, na qualidade de administradora da Fundação Picasso.

 

Os herdeiros do mestre espanhol confirmaram que se trata de obras originais realizadas entre 1900 e 1932 e que jamais haviam sido divulgadas nem faziam parte dos inventários após a morte do artista em 1973.

Segundo eles, Pablo Picasso tinha o costume de dedicar e assinar as obras que dava de presente, mas ressaltando que nunca presenteava obras em tal quantidade.

Em sua opinião, o casal obteve as peças, cujo valor chega a várias dezenas de milhões de euros, de maneira fraudulenta.

Pierre Le Guennec, de 77 anos, trabalhou como eletricista de 1970 a 1973 na casa de campo do casal Picasso em Mougins, perto da cidade francesa de Cannes. Ele disse ter recebido um pacote com as obras das mãos de Jacqueline Picasso, última mulher do artista, no início da década de 1970.

O casal afirmou que não tocou no embrulho até 2009 ou 2010, quando decidiu contatar os herdeiros de Picasso com o fim de autenticar 180 obras e um caderno com 91 desenhos.

Pierre e Danielle Le Guennec, acusados de encobrimento de bens procedentes de um roubo, podem ter que passar até cinco anos na prisão e pagar uma multa de 375.000 euros.

 

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