Aaron Eckhart, o ator cult que está cada vez mais popular

Aaron Eckhart virou o alter ego do diretor Neil Labute numa série de filmes que esculpiram a fama do cineasta talentoso - e misógino. Na Companhia dos Homens, Seus Amigos Seus Vizinhos e Possessão foram parcerias bem-sucedidas da dupla, mas agradavam mais aos críticos que ao público. A situação começou a mudar quando Aaron Eckhart fez o vilão de O Pagamento, de John Woo, com Ben Affleck. Vieram depois Obrigado por Fumar, que o candidatou ao Oscar - e o filme de Jason Reitman passa hoje às 18h20 no Telecine Pipoca - e a comédia romântica Sem Reserva, na qual, dividindo a cena com Catherine Zeta-Jones, Eckhart finalmente virou queridinho do público. Obrigado por Fumar pertence à série de filmes que, nos últimos anos, têm investido contra a indústria tabagista. O mais ilustre deles é O Informante, de Michael Mann, mas Obrigado por Fumar enfoca o assunto de forma original e criativa. Hoje em dia, cada vez mais, o fumante é um marginal, segregado em áreas definidas pela correção política. No filme, Eckhart é garoto-propaganda de uma fábrica de cigarros e, ao mesmo tempo, tenta dar bons exemplos ao filho. O diretor Reitman acertou o tom, e fez um filme inteligente.

Luiz Carlos Merten, O Estadao de S.Paulo

09 Outubro 2007 | 00h00

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