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David Bowie se despediu do mundo com ‘Lazarus’. Não entendemos

Gabriel Pinheiro

11 janeiro 2016 | 09:49

bowielazarus

Na última sexta-feira, 8, comemoramos o 69º aniversário de David Bowie. A data veio marcada com o lançamento de mais um álbum do camaleão do rock, . Sua capa resume-se a isso, uma estrela negra sob fundo branco, algo que lembrava luto. Chamamos de Blackstar. O disco foi gravado com uma banda de jazz nova-iorquina. A crítica especializada classificou o trabalho como introspectivo, sombrio, mais frio que os anteriores.

O novo single do álbum é Lazarus. O nome faz referência ao personagem bíblico Lázaro — segundo a Bíblia, um homem que estava morto e foi ressuscitado por Jesus depois de quatro dias de sua morte. O videoclipe que acompanha a canção exala cores frias. Tem quatro minutos. Bowie está numa cama de hospital – embora o cantor comece dizendo que está “no céu” – e luta para sair dela. Tenta remover suas ataduras (“Eu tenho cicatrizes que não podem ser vistas”, diz um trecho da letra), sem sucesso. É agonizante.

Durante aqueles quatro minutos, Bowie tenta escrever uma carta — ou um testamento, um bilhete de despedida. Não sabemos. Quando termina, entra em um guarda-roupa. Assim encerra o videoclipe. Seus últimos versos são: “Eu estarei livre. Não é assim, como eu?”. Foi uma despedida. Hoje, sabemos que Bowie finalmente se libertou da luta que travava com aquela doença havia 1 ano e meio e deixou seu testamento musical. Planejou o fim de sua vida e carreira com uma lucidez assombrosa.

Não entendemos.

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