Sonho de imortalidade

Sonho de imortalidade

Oscar Quiroga

11 Setembro 2014 | 22h17

 

Às 22h17 de quinta-feira 11-9-14 a Lua que míngua ingressou em Touro e está em sextil com Netuno, trígono com Vênus e Plutão, quadratura com Júpiter, oposição a Saturno e trígono com Sol até 10h31 de sábado 13-9-14, horário de Brasília. No mesmo período, Mercúrio e Urano em oposição.

Para esse algo de ti que chamas de teu EGO, esse eterno insultado como se fosse o culpado de Tu ignorares o que é realmente importante, para esse teu EGO as mudanças são insuportáveis, não porque verdadeiramente se oponha a elas, mas porque diante de toda mudança vem o reconhecimento de que não fizeste a tua parte, cai a ficha de que a oportunidade de desenvolver teu papel passou, mais uma vez, em brancas nuvens.

Tudo se sujeita a ciclos, tudo termina, tudo começa, teu sorriso se extingue, o pranto termina em sorriso, nada pode superar isso, é assim e ponto final, é nesse campo de batalha mutável que com teu EGO Tu precisas fazer a sua parte e não há outros assuntos mais importantes para atender, essa é a questão primordial.

Porém, como te esqueceste do que vieste fazer é fácil que te distraias com assuntos aleatórios e te acostumes a tratá-los como as coisas mais importantes e, enquanto isso, uma sensação estranha se avoluma em teu interior e, de vez em quando, a mão misteriosa do destino se encarrega de te dar uma chacoalhada para ver se despertas de tua letargia.

Não é fácil, mas é possível despertar.

O sonho de imortalidade que é inerente a teu EGO não é um delírio, mas custa entender a que se refere verdadeiramente e nós, humanos, não somos pacientes o suficiente para aprender a ouvir direito a voz interior que nos orienta, buscamos a maior parte do tempo nos apropriar de algo ou de alguém para nos sentir seguros, mas é assim mesmo que nos desorientamos, porque nenhuma forma é imortal, a Vida eterna é maior do que qualquer forma.

Até os deuses morrem, eles e elas não são eternos, são apenas de longa vida, o que é suficiente para venerá-los como merecem.

De vez em quando aparece alguém para falar em nome dessa voz interior que orienta e não raramente sucumbe vítima da violência ignorante.

A esperança que resta é que nós, humanos, não tenhamos nos esquecido de como se ouve, essa é a nossa única salvação.