Os anormais

Os anormais

Oscar Quiroga

05 Setembro 2014 | 20h59

 

Às 20h59 de sexta-feira 5-9-14 a Lua que cresce ingressou em Aquário e está em trígono com Mercúrio, oposição a Júpiter, sextil com Urano, quadratura com Saturno e Marte até 14h19 de domingo 7-9-14, horário de Brasília.

Nesse convencimento da normalidade que leva a crer que nossos destinos sejam forjados nos eventos do passado, na educação, na influência do meio ambiente e nos diversos acontecimentos, traumáticos e de regozijo, que constituem a psique humana, acabamos agrilhoados e andamos pesados pela vida afora, confinados ao espaço estreito de termos como únicas perspectivas nos adaptarmos a isso ou, mediante um grito de liberdade, decidirmos o que fazer e nos reinventarmos. Porém, mesmo essa reinvenção não passa de uma maquiagem do velho conhecido, o passado, sempre presente em nossos julgamentos e temores.

Há, contudo, alternativa, pois o tempo não é exclusivamente um rio que nos empurra do passado na direção do futuro. Não! O tempo também é um rio que vem do futuro e, passando pelo presente, reformula radicalmente o passado, e quando isso acontece, percebemos que o passado não passava de uma construção da memória, mas sem isso acontecer, o passado é de ferro, inamovível.

Tu podes fazer o que quiserdes, mas essa verdade te é negada de todos os jeitos possíveis e imagináveis, ao ponto de Tu também te converteres numa entidade que a negará terminantemente a todos.

Quando isso acontece, andas pela vida afora de dedo em riste julgando com severidade a todos, te tornas incapaz de amar, pois só uma gota de amor colocaria em risco o edifício de teus julgamentos moralistas.

Como a normalidade é medida estatisticamente, é a força da maioria, tudo que aqui escrito foi e que Tu, por esses mistérios do destino, te dedicaste a ler até aqui, tudo isso é anormal.

E desse ponto de vista, mais vale ser anormal do que normal.