Prêmio Marcel Duchamp 2016 é atribuído a Kader Attia
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Prêmio Marcel Duchamp 2016 é atribuído a Kader Attia

Sheila Leirner

18 Outubro 2016 | 16h28

O Júri do Prêmio Marcel Duchamp 2016 reuniu-se hoje, dia 18, no Centro Pompidou em Paris a fim de ouvir a apresentação dos quatro artistas nomeados para concorrer à láurea: Kader Attia, Yto Barrada, Ulla von Brandenburg e Barthélémy Toguo. A distinção foi muito justamente atribuída a Kader Attia, cuja instalação fascinou os visitantes da documenta 13, em 2012.

Kader Attia

Instalação na Documenta 13 (2012), em Kassel.

O que mais surpreende neste artista franco-argelino nascido em 1970 na França –  que vive e trabalha entre Paris e Berlim – é a sua capacidade de refletir sobre a consciência individual e coletiva num mundo em crise. O que ele faz tem talvez mais a ver com a etnologia, antropologia, geopolítica e história, do que com as artes plásticas em seu sentido tradicional. Colonização, guerras, terrorismo, religiões, ideologia, política, pintura e arquitetura são os temas que disseca com maestria. Ele é um artista-ativista na verdadeira acepção do termo. Alguém que constrói o arquivo e a memória da nossa época.

Até a próxima que agora é hoje e, não que eu goste de prêmios mas, felizmente foi Kader Attia que ganhou o Duchamp! Ele é o oposto dos oportunistas da ecologia, do “politicamente correto” e das “incertezas” que povoam as bienais amenas e invertebradas da atualidade.


 

Kader_Attia

Instalação na Documenta 13 (2012), em Kassel.

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