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"Olá, tudo bem?"

Ricardo Lombardi

24 Junho 2007 | 19h42

A revista Veja publicou uma nota em sua mais recente edição informando que a editora Larousse venceu a batalha com a Planeta e lançará, no fim do ano, a biografia do bispo Edir Macedo. É uma pauta muito interessante e que merece atenção. Para quem ainda não sabe, o livro está sendo escrito por dois funcionários da Rede Record de Televisão, os jornalistas Douglas Tavolaro e Paulo Henrique Amorim. Recentemente, Paulo Henrique Amorim deu uma palestra sobre telejornalismo na Casa do Saber, em São Paulo, que fazia parte do curso “Por Dentro Da TV”. Na ocasião, disse que nunca sofreu censura na TV Record. Segundo ele, as restrições eram maiores quando trabalhava na Rede Globo. “Evidentemente que a TV Record não faz proselitismo a favor do catolicismo. Porque o líder da Igreja Universal é o maior acionista da TV Record, o bispo Edir Macedo. A mesma coisa que, se eu trabalhasse na Globo, fosse fazer proselitismo a favor da TV Manchete. Agora, eu trabalhei na Globo, trabalho na Record, e as restrições na Globo são muito maiores”, afirmou. A íntegra da aula está aqui.

Um repórter poderia agendar uma entrevista com os dois autores da biografia e adiantar temas que aparecerão no livro. E repercutir com William Bonner essa declaração de Paulo Henrique Amorim sobre o jornalismo da Globo. Este ano a Fundação Perseu Abramo publicou uma entrevista com Paulo Henrique, mas nada foi perguntado sobre o livro. Ao falar sobre a realidade atual da TV Brasileira, Paulo Henrique identificou um fenômeno: disse que “pela primeira vez a Globo tem um adversário com grana, a Record”.
Muita grana.