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Green Day: uma música de cada disco, de ’39/Smooth’ a ‘Revolution Radio’

Guilherme Sobota

07 Outubro 2016 | 16h33

Tré Cool, Billie Joe Armstrong e Mike Dirnt na cerimônia do Hall da Fama do Rock, em 2015, em Cleveland, Ohio (Jason Miller/Invision/AP)

Tré Cool, Billie Joe Armstrong e Mike Dirnt na cerimônia do Hall da Fama do Rock, em 2015, em Cleveland, Ohio (Jason Miller/Invision/AP)

O Green Day está lançando um novo disco, o número 12. Revolution Radio chegou com resenhas mais ou menos favoráveis – este é o primeiro álbum da banda desde que eles foram nominados ao Hall da Fama do Rock n’ Roll, em 2015, entrando definitivamente no clube dos “tiozões” do rock.

Mas o espírito punk permanece na banda que lança agora Revolution Radio. Vamos relembrar de onde esse espírito saiu, com uma lista de uma música por disco.

Going to Pasalacqua – 39/Smooth (1990)


No primeiro disco a banda já antecipava a mistura de punk rock com a pegada pop e letras sobre amor. “Lá vamos nós de novo, paixão”, canta o jovem Billie Joe, que na época tinha 18 anos, nessa canção que já é bem grudenta.

Dominated Love Slave – Kerplunk (1992)

O Green Day ainda moleque gravou esse countryzinho acelerado com as letras do então novo baterista, Tré Cool. “E eu amo me sentir safado, e eu amo me sentir barato”, canta o baterista, na atitude provocadora, bem humorada e quase inocente que marcou sua trajetória.

Burnout – Dookie (1994)

“Eu declaro que já não me importo mais”, diz a primeira frase do Dookie, o disco definitivo do Green Day até hoje. 14 canções, 39 minutos, e o estatuto musical do pop punk, a referência obrigatória de um gênero, não criado pela banda, mas que aqui atinge, pelo menos, o #2 da parada americana.

Brain Stew – Insomniac (1995)

Só um ano e meio depois de Dookie, talvez seja o álbum mais estranho do Green Day. Ele foi comparado ao que o In Utero era para o Nevermind, do Nirvana.

The Grouch – Nimrod (1997)

A banda mostra sinais de amadurecimento ao explorar novos terrenos em Nimrod, uma coleção sem muita coesão mas com canções memoráveis, como Nice Guys Finish Last, Hitchin’ a Ride, o sucesso Good Riddance (Time of Your Life) e esta letra hilária que é The Grouch (“eu era um jovem que tinha grandes planos, e agora sou só apenas outro velho de merda; eu não me divirto e odeio todo mundo, o mundo me deve então fodam-se):

Misery – Warning (2000)

Outra mudança de direção – sinal de uma banda de qualidade, ora essa. Aqui Armstrong caprichou na pegada folk e deve ter ouvido muito Bob Dylan durante as composições e gravações do disco de 2000.

St. Jimmy – American Idiot (2004)

O primeiro #1 da banda nos EUA é um álbum conceitual de “punk rock ópera”, como se isso fosse possível. Apesar de Wake Me Up When September Ends, o disco tem várias músicas bastante decentes, como American Idiot, Holiday e esta:

East Jesus Nowhere – 21st Century Breakdown (2009)

Cinco anos depois do sucesso estrondoso de American Idiot, o Green Day recrutou o famoso produtor Butch Vig para tentar prosseguir a execução do “punk ópera”, mas o resultado aqui é bem menos satisfatório do que o antecessor (os jurados do Grammy não concordam e deram o prêmio de álbum de rock do ano).

Kill the DJ – ¡Uno! (2012)

O primeiro da trilogia de 2012, que faz uma volta ao pop pesado lá dos anos 1990. Ou ao dance music, coisa que eles nunca tinham feito antes, com razão, como nessa música.

¡Dos! (2012)

“oh baby baby it’s fuck time you know I really wanna make you mine oh baby baby it’s fuck time”.

99 Revolutions – ¡Tré! (2012)

Billie Joe dizia na época do lançamento que essa era a melhor música que ele já tinha escrito na vida.

Bang Bang – Revolution Radio (2016)

Depois de problemas com álcool, Armstrong volta à pegada punk e lança um conjunto de canções que lhe mantém o espírito – agora quarentão.

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