Após críticas, YouTube anuncia plano para acabar com censura a conteúdo LGBT
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Após críticas, YouTube anuncia plano para acabar com censura a conteúdo LGBT

O Estado de São Paulo

21 Março 2017 | 13h01

Foto: REUTERS/Dado Ruvic

Foto: REUTERS/Dado Ruvic

A plataforma de vídeos online YouTube começou a semana sendo alvo de críticas na internet, após usuários perceberem que estava havendo censura a conteúdos voltados ao público LGBT, que, além de canais de youtubers, incluía também clipes musicais famosos como BWU, de Tegan and Sara.

Em uma página no blog de criadores da plataforma, Johanna Wright, uma executiva da companhia, admitiu o erro, que colocava vídeos voltados ao público LGBT em modo de restrição, e anunciou um plano para tentar acabar com a censura a este tipo de conteúdo.

“Pelos últimos meses, e definitivamente nos últimos dias, a partir de membros LGBTQ e de outras comunidades, tivemos muitas questões sobre o que é o Modo de Restrição e como funciona”, escreveu Wright. “O ponto é que esta ferramenta não está funcionando do jeito que deveria. Nós pedimos desculpas e iremos consertá-la.”


“Nosso sistema às vezes comete erros para tentar entender o contexto e as nuances quando define quais vídeos irão para o modo de restrição”, explicou a executiva, apontando como exemplos de erros os vídeos censurados “Her Vows”, de Ash Hardell, “Coming Out To Grandma”, de Calum McSwiggan, “Woman interrupted during BBC interview”, de Jono and Ben, e o clipe de BWU, da dupla Tegan and Sara.

Apesar de anunciar que o sistema que cuida das restrições passará por reformas, Johanna Wright pediu paciência e revelou que o processo pode ser demorado. “Vai levar um tempo para fazer uma auditoria completa na nossa tecnologia e rodas as novas mudanças. Por favor, cooperem conosco.”

De acordo com o YouTube, a ferramenta foi criada inicialmente com a intensão de ajudar pais e escolas a controlar o tipo de conteúdo visto na plataforma.

 

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