Vermes do Limbo lança o disco ‘O Sol Mais Escuro’ e propõe experimentar o inexplicável; ouça
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Vermes do Limbo lança o disco ‘O Sol Mais Escuro’ e propõe experimentar o inexplicável; ouça

Pedro Antunes

11 Abril 2018 | 17h27

Na falta de qualquer outra forma de traduzir o som do Vermes do Limbo, arriscam-se por “experimental”.

E, no caso do atualmente duo formado por Vinicius Patrial (baixo e voz) e Guilherme Pacola (bateria e voz) – ambos também responsáveis pelos efeitos -, dizer “experimental” é tentar encontrar uma tradução no que é intraduzível.

Vermes do Limbo (Foto: Vinícius Patrial)

O amigo Alexandre Matias, do Trabalho Sujo, descreve o duo como lendário dentro do universo da música de improvisação noise. É Matias, com isso, quem mais se aproxima do punch direto no cérebro recebido ao se dar o play num disco do Vermes do Limbo – e são vários, a cada álbum dos caras.

Rótulos, afinal, são para quem se deixa enquadrar em algum deles. Com os Vermes, o som é líquido e vaza pelas catalogadoras prateleiras de discos. Sem se fixar entre os álbuns de rock, eles esparramam pelos álbuns de jazz e respingam nos empoeirados vinis de música de vanguarda.

Assista ao clipe de Vestígio Impossível, do Vermes do Limbo:

Tudo isso para dizer que esse que aqui escreve (blogueiro? jornalista? amigo?) não se colocará a difícil função de criar um atalho para o entendimento do som do Vermes do Limbo.

São baixo, bateria, brinquedos eletrônicos e imaginação.

Deixo apenas convite para a viagem ao O Sol Mais Escuro, o novíssimo disco dos rapazes, lançado recentemente pelo selo QTV – o player está no final do texto.

O Sol Mais Escuro foi criado na companhia de Fabio Fujita (guitarra, baixo e, claro, efeitos), um dos fundadores do Vermes do Limbo.

A inspiração para a temática do disco, da estética ao nome das canções e título, vem de alguns volumes da enciclopédia As Ciências Proibidas, publicada nos anos 1980, encontrados pelos integrantes. Em três sessões de gravação, realizadas 21 e dezembro a 7 de janeiro, eles criaram o disco do zero, sem ideias pré-concebidas.

+++ Siga o autor do blog e conheça o ‘Tem um Gato na Minha Vitrola’, um programa de música feito diretamente nos stories do Instagram

Há um pessimismo (inerente?) e algo de soturno nas 21 faixas e 23 minutos de som: como se o disco refletisse o mundo de hoje, mesmo que a inspiração tenha vindo de algum lugar no passado, naqueles anos 1980.

Agora, O Sol Mais Escuro vai ganhar um show de lançamento nesta sexta-feira, 13, no simpático Centro da Terra, em Perdizes, na zona oeste da cidade. A apresentação está marcada para ter início às 20h e terá as participações de Edgard Scandurra, Taciana Barros, Negro LeoCarla Boregas e Paula Rebellato, as integrantes da extasiante Rakta.

Para mais informações, confira o evento do show no Facebook.

Ouça O Sol Mais Escuro, na íntegra: