Tagore interrompe gravações do terceiro disco para tocar no SXSW e no Lollapalooza Brasil
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Tagore interrompe gravações do terceiro disco para tocar no SXSW e no Lollapalooza Brasil

Pedro Antunes

14 Março 2018 | 09h00

Tagore Suassuna já foi movido a vapor.
Depois, virou eletricidade e loucura de voz derretida em versos atentos, de olho no cotidiano.
Agora, quem sabe?

Dois discos depois, o músico pernambucano prepara o terceiro álbum, ainda sem nome, com previsão de lançamento no próximo semestre, com a banda que leva o seu primeiro nome. No corre de se erguer um disco dentro desse universo independente, do faça-você-mesmo, o rapaz pausou a preparação do material inédito para voar até Austin, no Texas.

Tagore (Foto: Bruna Valença)

Neste dia 15, quinta-feira, Tagore se apresenta no prestigiado South By Southwest, apelidado de SXSW, como headliner do showcase do Levitation Festival, realizado no Hotel Vegas Annex.

Na apresentação, Suassuna estará acompanhado de João Cavalcanti (baixista, sócio e co-produtor desde o início do projeto) e Alexandre Barros (bateria). O formato é mais intimista diferentemente do que poderá ser visto no Lollapalooza 2018, poucos dias depois. 

+++ Tagore avança na psicodelia sintética, mas de coração quente

Acontece que tal qual os jornalistas escrevem de música dizem estar “muitos ocupados” quando o festival criado por Perry Farrell, que ocorre nos dias 23, 24 e 25 deste mês, se aproxima, o mesmo pode ser dito pelos músicos.

Veja o caso de Tagore, que deixou o estúdio de gravação para uma “visita” rápida a Austin e, dia 24, sábado, ele já estará no palco do Lollapalooza, com a formação completa, que conta com o próprio TagoreJoão Cavalcanti e Alexandre Barros, além de Julio Castilho (guitarra) e Caramurú Baumgartner (percussão, teclado e voz).

A banda se apresenta no palco Budweiser, às 12h30, abrindo as atividades da principal arena do festival.

A boa nova é que, no LollaBr, o Tagore mostrará uma das músicas do terceiro disco. De nome Fantástica Companheira, a faixa ainda é um mistério, embora se saiba que se trata de uma história pessoal e que a estética do grupo deve dar um novo salto.

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Movido a Vapor, lançado em 2914, era orgânico, torrado debaixo do sol do sertão, enquanto Pineal, de 2016, apontava para uma experimentação com o que era sintético, com os loopings da guitarra elétrica liquefeitos.

Como compositor, não consigo definir a vertente criativa de minhas obras, termina sendo sempre uma soma do meu momento pessoal, com os sons em torno dos quais estou orbitando naquele recorte de tempo”, explica Tagore, cuja playlist (sim, estamos em 2018, pessoal, e também escutamos playlists) inclui os discos de Céu e Gal Costa, o incrível Jakko Eino, Jorge Ben Jor e Russo Passapusso

O blog ainda não sabe o que Tagore está de fato aprontado neste estúdio, mas, dada a evolução do artista, transpirada nos palcos espalhados pelo País, vem coisa boa por aí.