Com atriz Mariah Teixeira, de ‘Baixio das Bestas’, na direção, LuKaSH lança clipe de ‘Invocação às Musas’; assista
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Com atriz Mariah Teixeira, de ‘Baixio das Bestas’, na direção, LuKaSH lança clipe de ‘Invocação às Musas’; assista

Pedro Antunes

04 Dezembro 2017 | 09h37

Lucas Weglinski é daqueles artistas multi-plataforma.
Veio do Teatro Oficina, com Zé Celso – uma descoberta por acaso para o então bacharel em direito.
A experiência de assistir à montagem de Os Sertões explodiu-lhe a cabeça.

LuKaSH (Foto: Sergio Caddah)

Hoje, Weglinski tem sua própria companhia, a Cia. dos Prazeres.
Hoje, Weglinski é LuKaSH, também músico.

É a partir desta persona que nasceu FoGo, sua estreia na música, lançado no ano passado.
É um eu-artístico, contudo, que não se contenta. Não fecha os olhos.
Ele vê, enxerga e aponta as feridas.


É assim com as canções de FoGo e com seus clipes.

O mais novo deles, para Invocação às Musas, lançado aqui no Outra Coisa, é sobre uma ferida que sangra.

O mesmo Rio de Janeiro que recebeu os Jogos Olímpicos, no ano passado, também adoece por dentro há tempos.

LuKaSH vai até uma região do Rio de Janeiro chamada Pedra do Sal e apelidada Pequena África, local no qual desembarcavam pessoas vindas da África transformadas em escravos.
A tal herança maldita do passado brasileiro.

Em cena, no vídeo, está Nederlande Pires, moradora da Pedra do Sal, diante do mar.

Nederlande Pires no vídeo de Invocação às Musas (Foto: Reprodução)

Invocações às Musas, o vídeo, é repleto de significados. A beleza dele vem da aspereza do real. Está no retrato cru do Rio de Janeiro, da herança cultural negra, na força da mulher.

O videoclipe marca a estreia de Mariah Teixeira, atriz dirigida por Cláudio Assis em Baixio das Bestas, como diretora. Ao lado dela e de Nederlande, uma equipe formada por mulheres: a fotógrafa Erica Rocha, a montadora Mariana Bley e a colorista Tatiana Duarte.

Cena do clipe Invocação às Musas (Foto: Reprodução)

Nederlande assume essas divindades, as figuras mitológicas das musas gregas, com os pés no chão, a caminhar por uma cidade distante dos cartões postais, onde o chão é áspero, o toque dói e a história ainda vive.

Assista ao clipe de Invocação às Musas: