Barro examina o tempo – passado, presente e futuro – em clipe que homenageia Recife; assista ‘Miocárdio’
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Barro examina o tempo – passado, presente e futuro – em clipe que homenageia Recife; assista ‘Miocárdio’

Pedro Antunes

20 Março 2018 | 09h00

“Levo o tempo devagar / 
Sem ter pressa de chegar / 
Não sei bem se vai parar”. 

Barro vê o tempo seguir. Devagar, na sua cadência própria, mas irrefreável, caro Barro.

E o que o artista pernambucano vê nesse caminhar vagaroso é a beleza, o respiro – ou suspiro.

“É quase a antítese também em relação a sonoridade, um espaço de respiro, de encontro”, explica o artista.

É o que está exposto na faixa Miocárdio, que dá nome ao disco de Barro, a última música do álbum. Com o clipe dela, lançado no blog, ele dá início ao fim do ciclo deste trabalho.

Faz sentido. Miocárdio, a canção, é o sossego diante das outras faixas.

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“Fiz essa música pensando numa composição que tivesse o poder de me acalmar, de me aproximar de mim mesmo”, explica o artista.

Diante do sossego, Barro para e contempla. Vê o caminho percorrido, percebe a ação, sente o passar dos segundos, minutos, horas, dias e meses.

Miocárdio saiu em agosto de 2016. Dois anos depois, Barro nota o próprio caminho, que o levou pelo País afora, por festivais, passou pela Itália.

Barro (Foto: José de Holanda)

“Leva o tempo devagar, sem ter pressa de chegar”, canta a canção.

Depois de tudo, de tanto de tudo, chega o momento da reflexão. Felipe Barros, o Barro, expõe sua relação com o seu “lugar”. E, no clipe de Miocárdio, coloca Recife como protagonista.

O vídeo, dirigido por Helder Tavares, é um poema visual sobre a capital pernambucana. Há, nessa câmera tão contemplativa, em reverse, uma brincadeira com a indagação de Barro.

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“E se o tempo há de voltar?”, questiona o artista, ao final da canção.

Não volta, infelizmente. Resta, sempre, a saudade.

Assista, abaixo, ao clipe de Miocárdio, de Barro: