Wesley Snipes em tempo de reflexão social

Wesley Snipes em tempo de reflexão social

Rodrigo Fonseca

24 Março 2018 | 08h31

“Febre da Selva”: domingo, 10h, no Cine Joia, em Copacabana

Rodrigo Fonseca
Pioneiro da febre dos filmes de super-herói Marvel com Blade – O Caçador de Vampiros (1998), que idealizou e produziu, Wesley Snipes passou a década de 1990 alternando pipocas com debates raciais da mais alta voltagem, que lhe garantiram uma reputação de bom ator: Febre da Selva (1991) é o mais importante de todos. Neste domingo, às 10h, o polêmico longa-metragem de Spike Lee, laureado com Prêmio do Júri Ecumênico pelo Festival de Cannes (onde disputou a Palma de Ouro), vira alvo de discussão no Cine Joia, em um evento sobre discussão da representação negra. Organizado pelo Joia em parceria com a Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ), a sessão vai contar com um time de jovens talentos negros para conversar sobre a estética de Lee e o simbolismo da história sobre uma love story inter-racial: Mariana Jaspe (roteirista e cineasta); Raquel Aguiar (professora da UFF, de Educação e Saúde); Edu Carvalho (repórter do site Favela da Rocinha.Com) e do crítico Célio Silva Jr. O P de Pop vai cuidar da mediação. Na trama de Jungle Fever (título original), cercada de reflexões sobre o uso de drogas na periferia dos EUA, esta produção de US$ 14 milhões aborda o turbilhão que se passa na vida do arquiteto Flipper Purify (Snipes) depois de ele ter um caso com sua secretária, Angie (Annabella Sciorra), uma mulher branca. Snipes está em cena, como o amigo preferido de Flipper. O elenco reúne ainda Ruby Dee, Ossie Davis, John Turturro, uma Halle Berry estrenate e Anthony Quinn. Porém, o grande desempenho é de Samuel L. Jackson, como o irmão drogado de Flipper. Ele conquistou o prêmio de melhor coadjuvante em Cannes por sua atuação.