‘Maria Madalena’: Cristo beatnik

‘Maria Madalena’: Cristo beatnik

Rodrigo Fonseca

26 Março 2018 | 23h45

Rodrigo Fonseca

Com risco de sair de cartaz num piscar de olhos, MARIA MADALENA, de Garth Davis, é a tradução cinematográfica do que Giorgio Agamben chamaria de “estado de exceção”. Filme essencial para a discussão simbólica (e ética) do empoderamento. Rooney Mara age com a leveza precisa, como se fosse o Cristo de Pasolini. E Joaquin Phoenix é a antítese de Jeffrey Hunter, o Rei dos Reis de Ray: torna a Palavra uma água benta pelo ódio. É o Gregory Corso desta homilia beatnik.