Dose extra de ‘Mandy’ na Quinzena de Cage em Cannes

Dose extra de ‘Mandy’ na Quinzena de Cage em Cannes

Rodrigo Fonseca

18 Maio 2018 | 02h24

Rodrigo Fonseca
Dizem que Cannes recicla carreiras carentes de um comeback, o que não seria um termo ideal para se usar em relação a Nicolas Cage, uma vez que o ator nunca saiu de cena – só da cena dos longas-metragens de qualidade… Porém, o impacto positivo que o festival francês, em sua edição de 2018, teve sobre a carreira dele por filmes B é inegável, graça à boa acolhida a Mandy, um dos maiores destaques da Quinzena dos Realizadores. Lançada lá no sábado, esta iguaria de sangue e tripas tem nova projeção nesta sexta por aqui. Importado de Sundance, o thriller de horror pilotado por Panos Cosmatos é um daqueles projetos que nascem cult de tão trash, a começar pelo próprio background de seu realizador, cujo pai, George Pan Cosmatos, morto em 2005, foi o diretor da iguaria Stallone Cobra (1986). Sob a direção afinada dele, esta trama de vingança, nas raias do sobrenatural, conjuga todos os verbos da cartilha do terror gore: tem garganta perfurada, cabeças esmigalhadas, corpos queimados, duelo de serra elétrica. Na trama, uma seita religiosa meio hippie, meia demoníaca, põe fogo na namorada de Cage. Com uma besta, uma alabarda e já citada serra, ele vai clamar por vingança. Cage será ouvido em breve como a voz do Super-Homem na versão animada de Os Novos Titãs para a telona.

Panos Cosmatos dirige Nicolas Cage

Faltam três filmes da competição oficial, que serão exibidos nesta sexta em Cannes: Un Couteau Dans Le Coeur, de Yann Gonzalez (França); Ayka, de Sergey Dvortsevoy (Rússia); e Wild Pear Tree, de Nuri Bild Ceylan (Turquia). Nadine Labaki (com Capharnaüm), Spike Lee (com BlackKklansman), o italiano Matteo Garrone (com Dogman, exibido nesta quinta), o francês Stéphane Brizé (En Guerre) e o russo Kirill Serebrennikov (do musical Leto) não sairão daqui sem prêmios.