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Dez filmes para sobreviver à crise brasileira
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Rodrigo Fonseca

16 Março 2016 | 01h00

Numa lista rápida, de dez filmes fundamentais para entendermos a bagunça em que chegamos nas asas da crise, entraria o quê, considerando produções de ontem e de hoje, em metragens e formatos distintos?

"Brasil", de Aly Muritiba

“Brasil”, de Aly Muritiba

  1. Brasil (2014), de Aly Muritiba: De curta metragem, esta é a reflexão de maior rigor estético sobre as passeatas de 2013, no olhar de um policial e de um black block unidos pelo sangue;
  2. Futuro Junho (2015): Maria Augusta Ramos conquistou o prêmio de melhor direção de documentários no Festival do Rio sobre este ensaio sobre sinais da crise em meios à preparação da Copa do Mundo;
  3. Jovens Infelizes ou Um Homem que Grita Não é um Urso que Dança (2016), de Thiago B. Mendonça: O belíssimo manifesto sobre a resistência artística dá vez e voz a um grupo de criadores às voltas com estratégias para sobreviver à opressão econômica no Brasil;
  4. Casa Grande (2014), de Felipe Gamarano Barbosa: Na trilogia sobre a classe média nacional, formado ainda por O Som ao Redor e Que Horas Ela Volta?, este é o olhar mais sincero sobre as acomodações na pirâmide social do país;
  5. O Prefeito (2015), de Bruno Safadi: Nos escombros da Perimetral, um alcaide metido a Quixote (Nizo Neto, em atuação antológica) tenta fazer do Rio um Estado paralelo, traduzindo um sentimento golpista;
  6. Opinião Pública (1967), de Arnaldo Jabor: O tempo passou, o Cinema Novo virou História, mas, até hoje, quem quiser entender a classe média precisa passar por aqui para entender seu pleito;
  7.  Crônica de um Industrial (1978), de Luiz Rosemberg Filho: Enfim alçado à condição de mestre da direção de que sempre mereceu desfrutar, o cineasta inflamou os anos 1970 ao mostrar as angústias de um empresário às voltas com a falência ideologia do país por conta das ações do capital estrangeiro;
  8. Um Sonho Intenso (2015), de José Mariani: A investigação documental resgata o desenvolvimento socioeconômico do Brasil da década de 1930 até hoje;
  9. Junho – O Mês Que Mudou o Brasil (2014), de João Wainer: Um olhar sobre as passeatas abre precedentes para um debate sobre o que cada ator social das manifestações entendia sobre o nosso país;
  10. Tudo Bem (1978), de Arnaldo Jabor: O canto do uirapuru não abafou os ecos da lambança ideológica em torno da qual um casal (Paulo Gracindo e Fernanda Montenegro) se encontra em meio a uma obra em seu lar.
"O Prefeito", de Bruno Safadi

“O Prefeito”, de Bruno Safadi

 

 

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