‘Covil de Ladrões’ oxigena a estética da ação

‘Covil de Ladrões’ oxigena a estética da ação

Rodrigo Fonseca

08 Abril 2018 | 14h00

Gerard Butler vive um herói torto

Rodrigo Fonseca
Açoitado pelo politicamente correto, que o diluiu em espetáculos mais pautados pela piada do que pela adrenalina, o cinema de ação encontra em Covil de Ladrões (Den of Thieves), já em cartaz no Brasil, uma injeção de vitalidade e de inteligência dramatúrgica. É difícil não pensar em Fogo contra Fogo (1995), de Michael Mann, diante das sequências de combate armado filmadas por Christian Gudegast. Roteirista profissional, conhecido pelo ótimo O Vingador (2003), com Vin Diesel, Gudegast estreia como realizador pilotando uma saga criminal com múltiplas camadas morais. Temos um xerife corrupto (Gerard Butler) que, espatifado em sua vida afetiva, aplica a pouca dignidade que lhe sobra para caçar uma quadrilha de assaltantes de banco refinadíssima. Sequências de ação eletrizantes abrem e fecham o longa, enquanto o diretor mergulha nas inquietudes existenciais de seu herói e de seus vilões, sobretudo Merrimen, vivido pelo ótimo Pablo Schreiber. Nas bilheterias americanas, a produção fez um inesperado sucesso. Faturou US$ 74 milhões mundialmente. Não perca.