Brasil faz gol na premiação em Cannes: ‘Diamantino’, meio nosso, meio luso, vence a Semaine de la Critique 2018

Brasil faz gol na premiação em Cannes: ‘Diamantino’, meio nosso, meio luso, vence a Semaine de la Critique 2018

Rodrigo Fonseca

16 Maio 2018 | 16h03

Os diretores de “Diamantino” (abaixo)

Rodrigo Fonseca
Foi a melhor ideia do mundo (nem que seja o mundo cannoise) deixar Joachim Trier, cineasta norueguês, comandar o corpo de jurados da Semaine de la Critique 2018: graças ao bom gosto do diretor de Mais Forte Que Bombas (2015), deu gol do Brasil, ainda que triangulado com Portugal, na entrega dos prêmios do evento paralelo à briga pela Palma de Ouro. Vencemos graças à potência visual da coprodução luso nacional Diamantino. Foi bicampeonato, pois, em 2017, fomos laureados com Gabriel e a Montanha. O longa-metragem de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt evoca indiretamente a figura do craque luso Cristiano Ronaldo, ao falar da viagem onírica de um jogador classe AA do futebol europeu.
O Brasil pode ser premiado ainda na Quinzena dos Realizadores, pelo filme Los Silencios, de Beatriz Seigner, e na seção Un Certain Regard, com Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza.