‘Stranger Things 2’: nova temporada, mais sombria, ganha cores ao se abrir para o amor
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‘Stranger Things 2’: nova temporada, mais sombria, ganha cores ao se abrir para o amor

Pedro Antunes

27 Outubro 2017 | 16h52

O Mundo Invertido está cada vez mais ameaçador. Sua ameaça, mais próxima. Os irmãos Duffer prometeram uma nova temporada mais sombria. Stranger Things, de volta nesta sexta-feira, 27, entrega as sombras.

Cena da segunda temporada de ‘Stranger Things’ (Foto: Netflix)

Não será fácil para o trio de amigos Mike (Finn Wolfhard),  Dustin (Gaten Matarazzo) e  Lucas (Caleb McLaughlin), mesmo com o retorno de Will (Noah Schnapp), cujo sumiço foi o propulsor da trama na primeira temporada.

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Will foi parar no Mundo Invertido, a realidade paralela de onde surgiu o monstrengo com cara de flor, conhecido como Demogorgon, e que parece sugar a vitalidade do nosso lado, o “não-invertido”. Ao final do último episódio da primeira temporada, contudo, um Will já de volta mostra que nem tudo está tão bem assim.

Há uma nova ameaça, mais poderosa do que o bichão do primeiro ano. Isso já estava claro nos vídeos promocionais. O que os Duffer entregam, logo de início, é que a ameaça está próxima demais.

Cronologicamente, Stranger Things 2 retorna quase um ano depois dos acontecimentos da temporada anterior. E a normalidade é sacudida com pequenas anomalias, como um bichinho meio girino que surge no lixo de Dustin.

As sombras, como prometido, estão na nova forma ameaçadora do monstrengo da vez. A questão parece mais séria – e, acredite – é -, mas Stranger Things ganha a liberdade de mexer com o status quo de seus personagens com mais coragem do que no primeiro ano.

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Com as tantas figurinhas principais já estabelecidos, é hora de mexer no jogo, para não cair na repetição, como ocorre nas partidas de RPG tão jogado pelos guris. Algumas peças são acrescentadas ao jogo e, principalmente, as relações entre eles se transformam. Em um ano tranquilo entre as temporadas, o amor germinou.

De fato, Stranger Things está mais sombria, num todo. De fato, a escuridão se aproxima. De fato, é tudo é maior e mais ameaçador.

Mas o amor é a saída, a solução para que a série não se perca na repetição de temas. Abrem-se possibilidades, ganha-se profundidade.

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Tem tempos de Jota Quest lançando um disco acústico, ao falar de amor, corro o risco de soar como a letra de Do Seu Lado (“O amor é o calor / Que aquece a alma / O amor tem sabor / Prá quem bebe a sua água”). É  melhor parar por aqui, então.

Em tempos nos quais o medo spoilers é maior do que se engasgar com com um ossinho numa sulenta coxa de galinha, é melhor também evitar maiores detalhes.

O que importa é: Stranger Things está no ar desde às 5h desta sexta-feira, 27, na Netflix. Eu, se fosse você, cancelava os programas do fim de semana.

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