O vinil (re)vive: o dia para celebrar a cultura do vinil
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O vinil (re)vive: o dia para celebrar a cultura do vinil

Pedro Antunes

21 Abril 2017 | 15h09

Record Store Day completa dez anos neste sábado, 22, e é comemorado em dois eventos realizados no CCSP e MIS, com entrada gratuita 

Disco do Wilco, de 2009, em vinil (Crédito: Terri Coles / Reuters)

Disco do Wilco, de 2009, em vinil (Crédito: Terri Coles / Reuters)

Não me venha com essa de que o vinil está morto.

No ano passado, no Reino Unido, as vendas das bolachas foram de 3,2 milhões de unidades – um número não alcançado há 25 anos.


É pouco? Quer mais?

Já nos Estados Unidos, especialistas projetam que 40 milhões de discos em vinil serão vendidos em 2017. Isso significa ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão arrecadados com discos. A última vez em que isso aconteceu foi em 1981.

Este sábado, 22, é o dia para celebrar essa cultura.

O Record Store Day completa dez anos e representa a volta dos vinis ao universo mainstream. Os discos nunca morreram, essa é a verdade. Dois eventos realizados em São Paulo neste fim de semana, no MIS e no CCSP, estão aí para provar isso. E o melhor: tudo com entrada gratuita.

É como escreveu Alexandre Matias, jornalista, dono do site Trabalho Sujo e curador de música do Centro Cultural São Paulo, espaço que celebra a data com o Cultura do Vinil – evento também organizado por Ramiro Zwetsch, DJ Paulão e Peba Tropikal, da loja Patuá Discos.

“A renascença do vinil só aconteceu devido a uma resistência analógica que manteve-se firme mesmo quando parecia que o digital ia dominar tudo”, disse o curador.

“Enquanto todos se desfaziam de suas coleções de discos, esses personagens – DJs, técnicos, colecionadores, artistas – guardavam as suas como seu maior tesouro, enquanto criavam uma rede de troca e de interrelações que permitiu que o vinil renascesse pleno. Ele não ressuscitou do nada – e sim de um terreno que nunca deixou de ser alimentado.”

Discos de vinil (Crédito: Çeonhard Foeger / Reuters)

Discos de vinil (Crédito: Çeonhard Foeger / Reuters)

O CCSP receberá apresentações, debates e workshops para falar sobre as preciosas bolachas. Seu Osvaldo Pereira, o primeiro DJ do Brasil, discoteca, faz um bate-papo e é um destaques de uma programação que inclui ainda apresentações de DJ Nuts, Erick Jay e do coletivo Erick Jay.

Nas palestras, vale a pena assistir à oficina de Cesar Guisser sobre como limpar seus discos de vinil e um workshop apresentado por Arthur Joly para mostrar como se faz uma master de um disco.

Veja a programação completa da Cultura do Vinil no CCSP aqui.

No MIS, novamente em parceria com a loja Locomotiva Discos, será realizada uma feira de discos com 80 expositores, na qual será possível encontrar novidades, raridades e clássicos. Será possível levar até 50 LPs para troca ou venda com os expositores. A loja Passarela do Som levará para o MIS vitrolas e toca-discos para venda. Já o Casarão do Vinil terá 700 mil itens – alguns deles vendidos por R$ 1,99.

Uma das coisas mais divertidas oferecidas nesse Record Store Day será trazida pelo Vinyl Lap, que levará uma máquina de fabricação de vinil e dará a chance para que o público possa levar uma canção autoral e gravar seu próprio compacto.

O Museu da Imagem e do Som tem, a partir das 14h, palestras sobre vinis, com conversas sobre o colecionismo de LPs à história da fábrica de discos. Na área externa do espaço, serão realizados shows das bandas Mundo Alto (às 15h) e Autoramas (às 18h).

Veja a programação do Record Store Day o MIS aqui.