George Harrison, Sam Cooke e Cat Stevens brilham na trilha sonora de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2’; ouça e conheça
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George Harrison, Sam Cooke e Cat Stevens brilham na trilha sonora de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2’; ouça e conheça

Pedro Antunes

20 Abril 2017 | 11h18

Filme tem estreia prevista para 27 de abril de 2017 

baby groot

“Ninguém vai ouvir a essas músicas”.

Foi isso que o diretor James Gunn recebeu dos executivos da Marvel Studios, como ele contou para a Rolling Stone norte-americana, enquanto finalizava Guardiões da Galáxia, o primeiro filme da agora confirmada trilogia, que levaria o chamado Universo Cinematográfico da Marvel para uma galáxia muito distante. Gunn estava certo, para a sorte dele.


Músicas como Hooked on a Feeling (do Blue Swede), Spirit in the Sky (de Norman Greenbaum), Moonage Daydream (David Bowie) e Come and Get Your Love (Redbone) se encaixaram muito bem ao clima retrô-colorido do longa de 2014, um dos maiores acertos do estúdio que tem Homem de Ferro e Capitão América como peças fundamentais.

Guardiões da Galáxia  (Marvel Studios)

Guardiões da Galáxia (Marvel Studios)

Pouco mais de uma semana para a estreia de Guardiões da Galáxia Vol. 2, que chega aos cinemas brasileiros na quinta-feira, 27 de abril, foi revelada a trilha que acompanhará Peter Quill (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Drax (Dave Bautista), Groot (voz de Vin Diesel) e Rocket (voz de Bradley Cooper) nessa nova empreitada.

Há clássicos, como Bring it On Home to Me, de Sam Cook, Father and Son, de Cat Stevens, My Sweet Lord, de George Harrison. As preciosidades verdadeiras, contudo, são os achados de Gunn, um divertido recorte radiofônico principalmente dos anos 1970 e 1980.

Ouça as músicas a seguir.

– Mr. Blue Sky, do Electric Light Orchestra:

Música com vocais psicodélicos do grupo britânico também chamado de ELO, lançada no sétimo disco Out of the Blue, de 1977.

– Fox on the Run, do Sweet

Outra boa escolha do rock britânico setentista. Mais pegada, mais punch, mais sintetizadores. Um hardrock clássico, do disco Desolation Boulevard, de 1974.

– Lake Shore Drive, de Aliotta Haynes Jeremiah

Uma música que já criou controvérsia porque as iniciais de cada palavra formam LSD, uma droga alucinógena. O trio norte-americano, contudo, garantiu que não havia qualquer referência com o entorpecente nesse semi-country e semi-folk com um piano irritadiço e boa vibe para se cair na estrada.

– The Chain, do Fleetwood Mac

Uma das mais deliciosas bandas a unirem country e rock psicodélico, o Fleetwood Mac dava mostras, nessa canção, que estava se desfazendo. Os relacionamentos entre os integrantes estavam chegando ao fim e a música tem um sabor agridoce.

– Bring It on Home to Me, de Sam Cooke

Soul ardido que ganha mais impacto graças à rouquidão na voz de Cooke. Lançado originalmente em 1962, a música já fez parte do repertório do The Animals e até de Rod Stewart.

– Southern Nights, de Glen Campbell

A versão de Campbell captura a brisa quente de uma noite no sul dos Estados Unidos com boas doses de nostalgia.

– My Sweet Lord, de George Harrison

Que música! George Harrison no seu hábitat, com aquela guitarra que chora quando precisa e um violão que é um afago nos ouvidos. O ex-Beatles lançou essa canção, uma oração ao deus hindu Krishna, como single para o discaço All Things Must Pass, de 1970.

– Brandy (You’re a Fine Girl), Looking Glass

Típico pop de rádio do início da década de 1970 que embalava encontros dos jovens em sorveterias, entre sorrisos tímidos e flertes discretos. Um pop gostoso de ouvir que chegou ao tipo das paradas norte-americanas na ocasião do seu lançamento.

– Come a Little Bit Closer, de Jay and the Americans

A trilha sonora volta ainda mais ao passado, para 1964, quando os Beatles ainda não haviam transformado a música pop para sempre.

– Wham Bam Shang-a-Lang, do Silver

A mais obscura da trilha escolhida por Gunn é de Rick Giles gravada pela banda Silver em 1976 depois que os executivos da gravadora perceberam que o disco do grupo não tinha uma canção com potencial para single. Um achado e tanto.

– Surrender, do Cheap Trick

Hino dos jovens nos anos 1970 tem a efervescência do rock na classe média Guitarras distorcidas dão ares de rebeldia à canção que retrata muito bem o baby boom norte-americano.

– Father and Son, Cat Stevens

Se você não chorar com essa canção de Cat Stevens (hoje conhecido como Yusuf Islam), lançado no disco Tea for the Tillerman, de 1970, talvez exista um buraco negro no lugar do seu coração. Apenas.

– Flash Light, Parliament

Funk do Parliament parece que veio do espaço para fazer os terráqueos dançarem em 1978.

E, por fim, há Guardians Inferno, uma música criada pelo próprio diretor, com vocais de David Hasselhoff, ator e cantor que é um dos heróis de Quill na infância.

***

Em tempo, em 2014, o dono do blog se empolgou tanto com o primeiro Guardiões da Galáxia a ponto de escrever, na Rolling Stone Brasil, que o franquia tinha potencial para ser “o Star Wars dessa geração”. Um exagero, talvez. Hahaha. Se quiser ler, confira aqui.

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