Viva o fim de “Avenida Brasil”. Pela volta da vida!

Estadão

19 Outubro 2012 | 11h46

Avenida Brasil acaba hoje. Como a maioria dos brasileiros, passei meses viciada na trama. Me apaixonei pelo Tufão e quis ficar amiga da Suellen, um símbolo de pós feminismo. Passei noites pensando antes de dormir em qual seria o segredo da Dona Lucinda. E, muitas vezes, pensei: “minha vida seria melhor se eu vivesse no Divino, mais precisamente na mansão do Tufão, com uma família animada e  barulhenta. Nada de solidão da metrópole”. “É gente humilde, que vontade de chorar”.

Hoje, dia do fim da novela, muita gente começa a entrar em pânico. “O que vai ser da minha vida agora que “Avenida Brasil” vai acabar?” “Como eu vou viver sem ter ódio da Carminha?” Ou: “Como eu vou viver sem falar que a Nina é uma chata?”. “Como eu vou viver sem torcer para que a Carminha se ferre, Tufão arrume uma mulher bacana de verdade e Muricy volte para Leleco?”

Como viciada na novela, tenho uma confissão a fazer. Acho ótimo que “Avenida Brasil” acabe hoje. Estou curtindo largar o vício. E muito afins de pensar em outras coisas antes de dormir que não sejam personagens da ficção da teledramaturgia.

Vou além. Espero que a próxima trama das nove seja péssima. Nada contra a Gloria Perez. Nada contra a novela. Só torço por isso para que eu (e você) consigamos escapar do vício. Que a gente veja menos novela. E que a gente viva mais. Esse é o meu desejo. Sem nenhum sofrimento de perda porque a novela vai acabar. “It´s the end of the world (and I´feel fine)”.

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