Trump não leva o mundo a sério

Trump não leva o mundo a sério

Marcelo Rubens Paiva

10 Julho 2017 | 12h32

 

Para ele, a América vem em primeiro.

A América a que se refere é apenas seu país, os Estados Unidos, já que o Canadá e o que estiver ao Sul de seu muro seguem a corrente da maioria, o Acordo Climático de Paris.


O número de gafes é inferior ao do nosso presidente Michel Temer.

Deve ser mais bem assessorado.

Mas circula entre as mais importantes lideranças internacionais como se estivesse com pressa, num vernissage, por obrigação.

Agora, irritou de vez o G20, ao escalar a filha, Ivanka Trump, cujo conhecimento de geopolítica deve ser comparado ao meu conhecimento de golfe, como assessora da Casa Branca.

Ela chegou para compor a mesa fechada da reunião do G20 em Hamburgo (Alemanha), enquanto o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, falava sobre a África.

Sentou-se sob o olhar estarrecido de Putin, Macron, Merkel e outros.

E com seus 36 anos sorriu aos líderes das 20 maiores economias do planeta.

Sim, a América em primeiro, o planeta de vocês vem depois.

Enquanto isso, Trump se mandou, num gesto raro, e mergulhou no seu mundo de debate político, o Twitter.

O economista Lawrence Summers, assessor para assuntos do Banco Mundial de Obama, escreveu no Washington Post de ontem:

“Pela primeira vez, uma criança se sentou como chefe de Estado. Foi um insulto a outros líderes e enviou uma mensagem de desprezo do governo oficial”.

Trump não nos leva a sério.

fonte: reuters e washington post