Obra rara de Hitler na exposição Museu da Loucura

Obra rara de Hitler na exposição Museu da Loucura

Marcelo Rubens Paiva

14 Março 2017 | 12h04

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Enquanto a Europa discute o fortalecimento da extrema-direita, um museu resolveu entrar no debate.

Na Itália, o Museu de Salò, à beira do Lago de Garda, abriu uma exposição em homenagem à loucura política.


Um quadro de Hitler faz companhia agora a Van Gogh, Basquiat, Francis Bacon, Goya e outras 200 pinturas, fotos, esculturas, instalações de multimídia na exposição que fica até 16 de novembro.

 

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Situado em Salò, na região de Brescia (norte da Itália), o curador da exposição intitulada Museu da Loucura – de Goya a Bacon, crítico de arte Vittorio Sgarbi, afirma que a pintura é uma “porcaria” feita por um “homem atormentado”.

“È una cagata, è un quadro di un disperato, potrebbe essere stato fatto da Kafka, ma dice molto della sua psiche: qui non si vede la grandezza, qui si vede la miseria”, escreveu o curador.

O quadro é de um colecionador alemão não identificado. Poucas vezes foi visto.

O museu também expõe desde o ano passado a mostra Uma Viagem Através do Fascismo – O Culto a Mussolini, até 28 de maio.

Hitler, pintor amador austríaco, saiu da casa dos pais jovem e foi morar em Viena e tentou por duas vezes ser aceito pela Academia Vienense de Artes Plásticas.

Foi rejeitado as duas vezes.

Na cidade de Salò, Mussolini instalou seu governou, depois de liberado da prisão por Hitler.

De lá, administrou a parte do país não ocupada pelos aliados de 1943 a 1945, período conhecido como RSI (República Social Italiana) ou República de Salò; que inspirou Pasolini em 1975 no filme Salò – 120 de Sodoma.