O anti-outros Doria em campanha

O anti-outros Doria em campanha

Marcelo Rubens Paiva

11 Agosto 2017 | 11h25

 

 

Em uma semana, Doria é visto em Salvador com ACM Neto.


Doria com Rodrigo Maia, presidente da Câmara.

Doria com ex-senador Eduardo Suplicy.

Doria na capa da IstoÉ, em pose de estadista.

E Doria com Temer.

Para ilustrar seu álbum de fotografias?

Para o bem da cidade que administra, São Paulo?

Está mais que evidente: Doria roda em campanha para presidência.

A agenda de compromissos alheios à gestão da cidade é maior do que todas as outras: de visitas ao exterior a rodar pelo Brasil.

Não tem sete meses que administra a maior cidade do país.

Com trapalhadas e acertos.

E por enquanto sua plataforma é apenas a opção anti-Lula, ou anti-PT.

E uma agenda cheia de namoros e encontros amigáveis.

Será que ser apenas “anti” algo sustenta uma campanha?

Nome ausente na Lava Jato vira a grande obra: o legado.

E no seu grupo, PSDB, é dos poucos não citado.

Chegamos num ponto em que ser não citado por corrupção torna-se exceção.

Não ser citado em delações passa a ser o ponto forte de um currículo na política brasileira.

Doria passa a ser o anti-PMDB, o anti-Dem, o anti-Aécio, o anti-Alckmin.

Me pergunto quando começará a plataforma “Doria, o Anti-Bolsonaro”.