Pedido de desculpas

Marcelo Rubens Paiva

17 Dezembro 2017 | 21h26

Minha mais recente coluna, publicada sábado dia 16 de dezembro no Caderno 2 termina afirmando que, se Lula, processado e condenado em primeira instância, não estiver na cédula da eleição de 2018, poderia indicar um candidato “judeu com sotaque baiano”.

O “sotaque baiano” é que eu queria indicar, ao leitor, de quem eu estava falando.

A referência à religião judaica, colocada solta no final do texto, pareceu sem propósito aparente.

No entanto, minha intenção foi exaltar positivamente o ineditismo e a relevância da chance de termos um presidente de origem judaica, num momento em que país vive um triste momento de intolerância religiosa e cultural.

O fato de ter citado as origens religiosas de um amigo íntimo há mais de 30 anos – o ex-governador da Bahia, o carioca Jaques Wagner – não tinha o intuito de ofender ninguém.

Meu desejo era trazer à tona a beleza da pluralidade.

Num Estado que se pretende laico, mas comemora apenas feriados católicos, cuja uma parte da sociedade não consegue respeitar a liberdade religiosa, acredito que a diversidade é para ser considerada positiva.

Tiveram pessoas que não entenderam o meu propósito e consideraram minha menção à religião judaica como algo ofensivo.

Como se trata de um assunto de que não tenho lugar de fala, gostaria de pedir desculpas a quem tenha ficado ofendido, especialmente à Federação Israelita do Estado de São Paulo, que me enviou uma mensagem, que fez atentar para o meu erro.

E mandar um recado aos meus amigos Jaques Wagner e Fátima, a quem chamo intimamente de Fatinha e visito anualmente, desde antes do marido entrar para a política, que estou com saudades.