Caetano no Baixo Augusta

Caetano no Baixo Augusta

Marcelo Rubens Paiva

11 Outubro 2017 | 11h31

 

Caetano baixa no Baixo Augusta para falar das verdades e mentiras tropicais.

Ele sempre se renova.


Inquieto, precisa firmar suas posições há 50 anos (desde 1967).

Num país de idas e vindas e tantos conflitos, precisamos delas.

Caetano relança sua obra prima, Verdades Tropicais, faz shows com os filhos e, agora, que voltou para a sua ex-mulher, a agitadora Paula Lavigne, é uma presença constante nas mídias sociais.

Sua voz hoje é necessária para se exigir o fim de qualquer tipo de censura de manifestações artísticas, só nesta semana atacadas em Porto Alegre, SP, RJ, BH.

Ele que foi vítima da Ditadura Militar; censurado, preso, expulso do país.

Bloco do Baixo Augusta, você sabe, é um bloco de carnaval fundado há menos de dez anos por amigos que frequentavam a boemia do Baixo Augusta.

 

 

Sempre focado no ativismo político e social, tornou-se um dos maiores blocos de carnaval de São Paulo, incluindo no repertório rock & roll e a música que se faz na cidade, de Titãs a IRA! .

Inauguramos a Casa do Bloco do Baixo Augusta (dois andares num antigo prédio-estacionamento reformado na esquina da Consolação com a Rego Freitas) quinta-feira da semana passada.

Cursos, leituras de peça, debates, roda de samba, shows, cinema são parte da programação.

Foram feitas parcerias com as escolas de teatro da Praça Roosevelt.

O grupo de amigos, muitos com um pé na fotografia, figurino e artes-plásticas, resolveu intervir mais.

Quem se mudou para lá? Mídia Ninja.

Segunda-feira, dia 16, para inaugurar a nova sede do Mídia Ninja, que agora ocupa um andar do prédio, Caetano Veloso.

Terça, dia 17, debateremos censura e arte queer com o curador da mostra Queermuseu, Gaudêncio Fidélis.

Vai perder?