Caetano faz show em ocupação do MTST

Caetano faz show em ocupação do MTST

Marcelo Rubens Paiva

29 Outubro 2017 | 11h34

 

Crise de representatividade, crise da esquerda, onda conservadora atordoando artistas.

O Brasil precisava, e ele atendeu.

Caetano Veloso voltou a militar.

Encabeça campanhas contra Temer, Censura.

Através do movimento #342, debate política em casa e fora dela.

Com Paula Lavigne, atua ativamente nas redes sociais, aliado à Mídia Ninja (tocou na inauguração da sede).

Amanhã, segunda-feira, dia 30/10, faz um show aberto às 19h na ocupação símbolo do Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST), num terreno em São Bernardo do Campo: Ocupação Povo Sem Medo.

O show faz parte de uma programação que começa na Rua João Augusto Souza, em São Bernardo.

Segue terça-feira, dia 31.

5h – Concentração para a Marcha dos Sem Teto 

6h – Saída da Marcha em direção ao palácio dos Bandeirantes

13h – Encontro da Marcha com colaboradores na Estação Morumbi CBTM

Os sem-teto exigem a construção de moradias populares.

Segundo a socióloga Taís Di Crisci, da GICA TV, “as pessoas que constroem o acampamento não possuem condições financeiras para comprar uma moradia própria e estão demonstrando com muita força de vontade e organização que a ocupação é uma forma de luta capaz de pressionar o poder público e ainda desenvolver a coletividade e o senso de democracia.”

É um terreno de 60 mil metros quadrados, vazio há 40 anos, pleiteado pelo movimento para o programa Minha Casa Minha Vida.

É a segunda maior do MTST, com mais de 8 mil participantes.

O acampamento conta com uma organização bem articulada, estatuto com regras de convivência que garante a segurança dos acampados.

“A ocupação começou no dia 2 de setembro, quando cerca de 500 pessoas do MTST, após saberem da situação ociosa do terreno, montaram os primeiros barracos. Desde então centenas de famílias procuraram o acampamento para se juntar a ele e tentar a oportunidade de uma moradia própria. Essas pessoas estavam alocadas anteriormente em São Bernardo do Campo e cidades vizinhas como Diadema, dentre elas muitas pessoas que migraram da região Nordeste para o estado de São Paulo”, escreveu Taís.

“Talvez um dos questionamentos mais pertinentes seja se todas essas pessoas eram moradores de rua, e a resposta é não, nem todos, mas existe sim uma parcela de acampados que não tem outro lugar para morar. Outros tem, dentre os relatos que escutamos estão pessoas que moram com familiares, amigos, que tem casa alugada mas estão desempregadas ou não ganham o suficiente para pagar o aluguel e despesas básicas como alimentação. Uma parcela significativa também é a de mães solo, mulheres que carregam sozinhas a responsabilidade de sustentar os filhos e outros familiares.”

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https://jornalistaslivres.org/2017/10/um-grito-por-dignidade-conheca-ocupacao-povo-sem-medo-sao-bernardo-do-campo/