Brasil zero Prêmio Nobel

Marcelo Rubens Paiva

07 Outubro 2016 | 12h33

Lembrança da jornalista Sylvia Colombo:

Argentina 5 prêmios Nobel (três científicos, dois da Paz)

Mexico 3 (Alfonso Garcia Robles, Mario Molina e Octavio Paz)

Colômbia 2 (Gabo e, agora, Santos)

Chile 2 (Pablo Neruda e Gabriela Mistral)

Costa Rica (Oscar Arias)

Guatemala 2 (Miguel Angel Astúrias e Rigoberta Menchu)

Peru 1 (Vargas Llosa)

Brasil NENHUM

Também não temos nenhum Oscar.

Mas sobram Grammy Awards, o grande prêmio da música.

E alguns Emmy, de televisão.

Somos os reis da batucada e do melodrama.

Música é nosso maior bem.

Merecíamos um Nobel por ela.

Merecíamos um Nobel por Noel Rosa, Cartola, Zé Keti, Sargento, Paulinho da Viola, Caetano, Gil, Vinícios, Adoniran, Paulo Vanzolini…

Explicações?

A língua [espanhol é a terceira língua mais falada do mundo], a falta de um líder agregador e pacificador, uma literatura secundária, baixa escolaridade, baixo índice de leitura…

É preciso repensar o Brasil.

Começar tudo de novo.

Escolas, escolas, escolas.

Bibliotecas, bibliotecas, bibliotecas,

Livros, livros, livros.

Um currículo que priorize a leitura.

Não apenas de autores que escrevem em português, mas de clássicos da literatura mundial.

Vida inteligente nasce deles.