Até tu, budista

Até tu, budista

Marcelo Rubens Paiva

28 Julho 2017 | 10h49

 

Era a imagem da serenidade, bondade, plenitude.

Com sua túnica, cabelo raspado a voz suave, dava conselhos no vilarejo de seu templo.


Mas, como muitos, caiu na tentação do materialismo e do luxo tolo.

A vida monástica foi suplantada pelo consumo e prazeres materiais.

E, pior, não tomou o cuidado de esconder.

Primeiro, o monge Wirapol Sukphol da Tailândia postou, de óculos escuros e num jatinho particular, vídeo no YouTube em 2013.

Viralizou.

 

 

Ganância, prepotência. Desperdício: tudo o que não se encaixava na figura de um líder budista, que fugiu para os EUA.

O Ministério da Justiça tailandês o pegou no flagra: descobriu que o monge comprou 22 automóveis Mercedes Benz, obteve uma mansão no sul da Califórnia e em Ubon Ratchathani.

E teve um filho.

Hoje, Wirapol é acusado de fraude, lavagem de dinheiro e estupro; monges devem viver sob o regime do celibato e não encostar em dinheiro.

Os EUA o extraditaram depois de quatro anos da sua fuga da Tailândia.

Crise ética em tudo e todos.

E quem acreditar…?

fonte: jonathan head/bbc