Ações do Netflix caem

Ações do Netflix caem

Marcelo Rubens Paiva

28 Março 2018 | 11h11

 

Neflix está sob fogo cruzado.

Uma semana depois que uma das empresas que mais crescem na Revolução da Tecnologia da Informação comemorou a ultrapassagem em U$S 17 bilhões o valor da GE, gigante que deu luz à Revolução Industrial, suas ações caíram.

 

 

O ano de 2018 não começou bem para as empresas de TI.

Todas elas, especialmente o Facebook, envolto em escândalos, perderam valor de mercado.

Não poderia ser diferente com o mais popular canal de streaming.

Somam-se à tendência de queda algumas particularidades.

O principal astro, Kevin Space, do seu principal produto, House of Card, foi acusado de assédio e eliminado da folha salarial da empresa.

As produções originais do Netflix, em torno de 700 em 2018 entre séries e filmes, foram proibidas de participar do Festival de Cannes em maio, se não estrearem antes nos cinemas.

Okja participou do festival no ano passado sem estrear numa sala de cinema, foi vaiado e causou a ira de exibidores.

Nesta semana, o todo poderoso Steven Sipelberg, que tem a maioria dos filmes no catálogo do canal, afirmou que o Netflix não deveria mais participar o Oscar.

E, depois da estreia da série brasileira O Mecanismo, uma campanha nas redes de boicote ao canal, com o cancelamento de assinatura, foi iniciada ontem e virou notícia em todos os sites do mercado, como Bloomberg.

 

https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-03-27/-deletenetflix-campaign-erupts-in-brazil-over-corruption-show

 

Só ontem, dia 27/03, as ações caíram 6,14%.

Hoje, o pregão ao abrir e já caíram 2%.

Pode ser tudo coincidência. Os humores dos mercados de ações são imprevisíveis.

 

Os organizadores ou os que se sentiram ultrajados com a “licença poética” (isso é uma ironia) da série sobre a Lava Jato comemoram.

Ou tudo não passa dos ventos especulativos de um mercado volátil.

Atualizado às 17h35:

As ações caíram hoje, dia 28/03, em torno de 5%