a gente vai lewando…

a gente vai lewando…

Marcelo Rubens Paiva

18 Outubro 2012 | 00h29

 

O casal NARDONI foi condenado por homicídio doloso triplamente qualificado (art. 121, § 2°, incisos III, IV e V). Ele vai cumprir pena de 31 anos, 1 mês e 10 dias. Ela, 26 anos e 8 meses de reclusão.

Ficou caracterizado como crime hediondo e o julgamento aconteceu 2 anos depois do crime- rápido para os padrões brasileiros.

Venceu a tese da promotoria [Francisco Cembranelli]. Mesmo que as evidencias não fossem conclusivas, não poderia haver outra pessoa na cena do crime, que não os pais da garota.

Condenou-se não pelas provas, mas pela exclusão de versões.

O Ministro LEWANDOVSKI, revisor do julgamento do MENSALÃO, queria provas concretas para condenar os réus GENOINO e ZÉ DIRCEU.

Pelo seu raciocínio, o segundo escalão do partido agiu sem comando.

Corrompeu-se sem ordem direta.

Muitos acreditam que o PT deveria se livrar das laranjas podres e seguir um caminho renovado por DILMA, HADDAD e outros, num futuro em que seu timoneiro LULA sai aos poucos de cena.

SURPREENDENTEMENTE, o partido deu voto de confiança a antigos líderes e fundadores, atacou a imprensa golpista e as elites. Perdeu a chance de se reconstruir e readquirir parte da militância que migrou traída para partidos menores, como PSOL.

Na cidade do Rio de Janeiro, o PT elegeu apenas 1 vereador, contra 4 do PSOL.

Mais patético foi o caso do ex-deputado VALDEMAR COSTA NETO que, condenado pelo STF, disse que recorrerá a cortes internacionais, que não julgam este tipo de caso, mas crises entre nações e crimes de guerra.

O brasileiro rico está tão acostumado a recorrer, recorrer, recorrer, se embrenhando pelas brechas da lei e com a inoperância do Judiciário e nunca ser condenado, que ao se ver diante de uma condenação da instância máxima não sabe como livrar a cara.

Quem vai para a cadeia estará no enredo dos próximos capítulos.

A depressão de GENOINO, que todos sabem não “enricou” com o desvio do dinheiro público, e o passado para alguns de glória e combate de ZÉ DIRCEU comovem, mas talvez por isso dizem que a justiça é cega.

O que parece tão óbvio, causa estranheza ainda para alguns.

O SUPREMO condenou. Não há mais o que fazer ou a quem recorrer. Que se cumpra a lei.

Como numa novela, desenhou-se um herói, o Ministro negro, persistente, e um vilão.

O relator versus o revisor, o criador e seu crítico.

Revisor que virou piada na internet [de origem desconhecida].

Como LEWANDOVSKI julgaria HITLER:

Senhores, não existem filmes, fotos, nem testemunhas de Hitler abrindo registro de gás em campos de concentração, nem apertando o botão de uma Bomba V2 apontada para Londres, pilotando um caça Stuka, dirigindo um tanque Panzer, disparando um torpedo de um submarino classe U-Boat sobre seu comando a navegar no Atlântico ou mesmo demonstrando habilidades no manuseio de um canhão antiaéreo Krupp, manipulando uma metralhadora MP40, uma pistola Walther P-38 ou simplesmente dirigindo um jipe Mercedez Benz acompanhado do general Von Rommel pelos desertos do norte da África.

Por isso, parece claro que não existe nada a incriminá-lo. Com certeza, ele não sabia de nada. Não via nada. A oposição diz que foram queimados documentos incriminatórios importantes, mas nada, absolutamente nada foi comprovado, apenas evidenciou-se a existência de cinzas e destroços por todos lados que somente foram trazidos com a chegada dos americanos e russos que não fazem parte da peça de acusação do proceso entregue pelo “Parquet”; o Sr. Procurador.

Afinal, ele seria apenas um Chanceler e presidente do Partido Nazista; ou seja, ele não passava de um mequetreque. Jamais foi pego, ou mesmo visto transportando armamentos debaixo dos braços (tipo pão francês) ou carregando pacotes de dinheiro nas cuecas. Alguns relatos que citavam seu nome eram meros registros de co-réus, como alguns membros da Gestapo, os quais, por conseguinte, carentes de confiabilidade. Outros relatos são de inimigos figadais – os denominados “Países Aliados” e assim longe de merecerem qualquer relevância para serem tomadas como fundamentos de acusação.

Alguns o acusam de ter invadido Paris e desfilado sob o Arco do Triunfo. Esta é mais uma acusação inventiva dos opositores. Ele apenas foi visitar seu cordial amigo o General De Gaule que infelizmente havia viajado para o sul da França. Ele então, teria apenas aproveitado a sua viagem para passear e fazer compras na Avenue de Champs Elisé com seus amigos. Qualquer outra conclusão é mera ilação ou meras conjecturas que atentam a qualquer inteligência mediana. Por aí vemos que nada contribui para a veracidade das acusações.

Não afasto a possibilidade dele ser o suposto mentor intelectual, mas nada, repito, nada consubstancia essa hipótese nos autos. E olha que procurei em mais de 1 milhão e 700 mil páginas em 10.879 pastas do processo.

E não podemos esquecer que ele foi vítima de diversos atentados que desejavam sua morte, articulados pela mídia e pelas potentes e inconformadas forças conservadoras. Seus ministros como Goebels, Himmiler, Rudolf Hess e outros também nada sabiam. Eram coadjuvantes do NADA; sem nenhuma responsabilidade de “facto”.

O holocausto, em que pessoas de diversas raças e etnias, talvez tenham tido um suicídio coletivo ao estilo do provocado há anos nos EUA pelo pastor Jim Jones. É, ainda hoje, um tema controverso. Assim trago aos pares, como contraponto, a tese defendida pelo filósofo muçulmano Almanidejah que garante a inexistência de tal desgraça da humanidade.

Assim -já estou me dirigindo para encerrar meu voto Sr. Presidente- afirmando acreditar que todos eles foram usados, trapaceados por algum aloprado tesoureiro de um banco alemão que controlava financeiramente a tudo e a todos; especialmente os projetos políticos e as doações corruptivas. E tudo em nome da realização de um plano maquiavélico individual de domínio total que concebeu e monitorava do porão da sua pequenina casa nos Alpes.

Enfim, depois de exaustivas e minuciosas vistas nos autos, especialmente nos finais de semana, trago aos pares novos dados que peço ao meu colaborador Adolfo para distribuir a todos. Depois desta minha “assentada” declaro a improcedência da ação, inocentando por completo o réu por falta de provas. É como voto, Sr. Presidente.