50 anos da morte de Che

50 anos da morte de Che

Marcelo Rubens Paiva

04 Outubro 2017 | 19h47

 

As esquerdas andam meio em baixa. A ideia revolucionária, com ação de guerrilhas, também.

Depois dos anos 1970, organizações descambaram para o terrorismo puro, impopular, como Brigadas Vermelhas, Baader Meinhof.

Outras viraram braço do crime organizado, com roubos e sequestros, como a Frente Patriótica Manuel Rodrigues, com membros por trás do sequestro de Washington Olivetto, ou Movimento de Esquerda Revolucionário, sequestradores de Abílio Diniz.

Outras se associaram ao narcotráfico, como a FARC, para sobreviver.

Che, a inspiração de uma geração, anda meio esquecido.

Apesar das camisetas, tatuagens, pôsteres.

Achavam que tinha morrido no dia 8 de outubro.

Descobriu-se com o tempo que pode ter sido no dia 7, e sua morte em La Higuera, Bolívia, nebulosa na época, agora foi mais que reportada e esclarecida, assim como seu corpo, desenterrado e devolvido a Cuba.

No dia 07 de outubro, o Memorial da Resistência, da Secretaria da Cultura do Estado de SP, lembrará os 50 anos da morte de Che Guevara.

Parte de mais uma edição do evento Sábado Resistente, em parceria com o Núcleo de Preservação da Memória Política.

O documentário Carabina M2, Uma Arma Americana – Che na Bolívia será exibido, com a presença do diretor.

O filme fala do tempo de Che na Bolívia e traz entrevistas com general Gary Prado, responsável pela captura do comandante, e os guerrilheiros José Castillo (Paco) e Salustio Choque.

 

 

Começa às 14h com Boas-vindas de Marília Bonas (Memorial da Resistência de São Paulo) e Ivan Seixas (Núcleo de Preservação da Memória Política)

Memorial da Resistência de São Paulo fica no Largo General Osório, 66.

Entrada Gratuita