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Final do Festival Latino-americano

Luiz Zanin Oricchio

29 Julho 2007 | 23h36

Fui ao Memorial para o encerramento do 2º Festival Latino-Americano de São Paulo e acabei de chegar em casa. Que frio faz nesta cidade! Mas valeu. A sala principal do Memorial estava cheia para ver o maravilhoso Frida, Natureza Viva, de Paul Leduc, filme de silêncios, de música, de clima e poucos diálogos. Cinemaço, numa cópia muito boa que não sei a quem pertence pois estava legendada em francês (havia também legendas eletrônicas em português, mas, como disse, os diálogos são raros).

Não havia um júri oficial do festival, mas foram atribuídos três prêmios. Um, ao homenageado da noite, o mexicano Paul Leduc. Outro, o do público, para o equatoriano Que tan Lejos, de Tania Hermida. O terceiro, da crítica, para Arcana, documentário do chileno Cristóbal Vicente. É isso: o do público para o mais popular, um road movie simpático e gostoso de ver. O da crítica, para um doc exigente, formalmente muito rigoroso, sobre o último ano de funcionamento de uma prisão em Valparaíso. Ficaram bem, ambos.

E, em especial, caiu bem a homenagem a Leduc, cineasta de quem pouco se fala mas que é um senhor talento. Foi um privilégio ter podido acompanhar uma retrospectiva quase completa da sua obra.