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Diário de Brasília 2010: seleção de curtas

Luiz Fernando Zanin Oricchio

02 Dezembro 2010 | 08h23

Na média, a seleção dos curtas-metragens foi fraca. Talvez não houvesse coisa melhor disponível, nunca se sabe. Fica a impressão de um momento de falta de inspiração neste formato tão propício ao risco e ao experimento.

Dito isso, alguns títulos parecem pelo menos bem interessantes. O vencedor Acercadacana, de Felipe Calheiros, é um deles. Tem qualidade cinematográfica, além do empenho político. Não se limita a denunciar a gravidade da situação da terra no Brasil, mas indica o desequilíbrio de poder envolvido na questão. Nesse sentido, é filme maduro feito por um jovem.

Muita gente ficou encantada com A Mula Teimosa e o Controle Remoto, de Hélio Vilela Nunes. O encontro entre dois meninos na fazenda, fihos, um do patrão e outro do empregado, é narrado com meios exclusivamente visuais, sem diálogos. Isso é crença poética no poder da imagem.


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