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Diário da Itália (11) Miyazaki e Pupi Avati

Luiz Zanin Oricchio

31 Agosto 2008 | 07h13

VENEZA – Mais dois concorrentes – a animação Ponyo, de Hayo Miyazaki, e mais um concorrente da casa, Il Papà di Giovanna, de Pupi Avati. Miyazaki traz um desenho animado destinado a crincinhas, que nada acrescenta à sua obra. Bastante linear, é filme que suscita aquela questão: por que diabos entrou na mostra competitiva de um festival como o de Veneza: apenas pelo nome?

Já o concorrente da casa, Pupi Avati, não apresenta surpresas. É aquele tipo de cinema meio quadrado, bem-feito, mas que cheira um pouco a naftalina. Traz uma bonita história da adolescente que mata uma amiga por ciúmes, durante o tempo do fascismo. Uma ótima interpretação de Silvio Orlando, no papel do pai da garota. Aplausos tímidos no final, mas também não causou qualquer impacto.

Para resumir: até agora, a mostra competitiva não apresentou nenhum filme do qual se pudesse dizer que fosse um dos favoritos ao prêmio principal. Pelo contrário, todos esperam que o festival melhore daqui para a frente.

Por outro lado, não se entende porque um filme tão sensível, bem dirigido e, sim, com marca autoral bem visível, como 35 Rhums, da francesa Claire Denis, passou fora de concurso e não na competição principal.